Polícia investiga supostas irregularidades na emissão de identidades em Capinzal

Capinzal – A Polícia Civil investiga um funcionário efetivo do município suspeito de praticar concussão (quando funcionário público exige vantagem indevida aproveitando-se da função que exerce) na confecção de carteiras de identidade. O crime é punido com pena de reclusão, de dois a oito anos, e multa.

Conforme o delegado Ricardo Saroldi um inquérito policial está em andamento para apurar as denúncias que foram representadas por moradores. De acordo com o delegado, mais de 12 boletins de ocorrência já foram despachados, mas, segundo ele, o número é maior.

“A gente já instaurou inquérito policial, os fatos já estão sendo apurados, todas as pessoas que efetuaram algum tipo de denúncia a gente acabou registrando boletins de ocorrência e está anexando esses boletins ao inquérito policial. Todos os casos denunciados serão apurados”, explica Saroldi.

De acordo com ele outras pessoas, após serem comunicadas, ainda estão registrando boletins de ocorrência. “O funcionário público está afastado das funções enquanto transcorre a investigação. A gente espera concluir o inquérito policial em 30 dias, no máximo”, completa.

Segundo as informações o funcionário afastado trabalha na Casa do Cidadão. As denúncias dão conta de que o responsável pelo setor alegava falha no sistema para impressão da guia de recolhimento da taxa do serviço que é de R$ 32,74. Diante disso, as pessoas deixavam o dinheiro para que o valor fosse recolhido pelo funcionário a fim de realizar o trabalho. Um dos denunciantes relatou à polícia que após 20 dias do encaminhamento voltou a procurar o setor de identificação e foi informado que o documento ainda não havia chegado, e que haveria um atraso por conta do sistema.

O morador teria retornado por diversas vezes ao órgão e, cansado da espera, na semana passada foi até o município de Ouro que passou a fazer as identidades dos moradores de Capinzal.

No município vizinho o homem foi orientado a fazer todo o procedimento novamente, inclusive recolher outra taxa. Indignado, o cidadão registrou um boletim de ocorrência na delegacia de Ouro onde soube que não foi o único lesado.

O funcionário é servidor concursado da prefeitura de Capinzal cedido  ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joaçaba. Ele está afastado temporariamente das funções até que as denúncias sejam apuradas. O funcionário não foi localizado pela reportagem para falar sobre o assunto.

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