Policiais de Santa Catarina passarão a portar kits para identificar drogas

Policiais de Santa Catarina passarão a portar kits de testes rápidos para a realização de exames toxicológicos em usuários de drogas ilícitas presos em flagrante. A iniciativa pioneira no Brasil é fruto de uma ação conjunta entre Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e Secretaria de Segurança Pública (SSP) que tem por objetivo agilizar a tramitação de processos judiciais e, simultaneamente, permitir aos técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) maior dedicação na realização de perícias de casos complexos. Atualmente, um laudo de constatação leva mais de 30 dias para ficar pronto.

Em 2018, o IGP realizou 18 mil exames toxicológicos desta natureza no Estado, com a consequente emissão dos autos de constatação para anexação em igual número de termos circunstanciados.

“Uma vez que os polícias saberão fazer os exames de constatação de drogas, nossos peritos poderão se dedicar com mais afinco aos casos de alta complexidade. Além disso, se a autoridade determinar que seja feito um TC (Termo Circunstanciado), o material não precisará mais ser encaminhado ao IGP, uma vez que a constatação de droga já terá se realizado. Hoje absorvemos toda a demanda e os laudos de TC chegam a levar mais de 30 dias para ficarem prontos”, disse o diretor-geral do IGP, Giovani Eduardo Adriano.

Quando acontece a abertura de inquérito policial, como nas apreensões de grande quantidade de drogas, por exemplo, o material permanece para análise junto ao laboratório do IGP. Os kits com reagentes de reação rápida são similares aqueles utilizados por policiais que atuam no combate ao narcotráfico nos principais aeroportos do mundo.

Para o coronel Araújo Gomes, secretário de Segurança Pública e comandante da Polícia Militar de Santa Catarina, a nova postura vai dar mais celeridade ao trabalho policial. “Essa cooperação representará um grande avanço da economia de tempo e recursos financeiros. Além disso, caminha na direção das diretrizes estabelecidas pelo Governo do Estado, que são: racionalizar o trabalho, aumentar a eficiência e melhorar a qualidade do serviço prestado”, prevê o secretário.

TJ/SC

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