Presidente da Caixa explica medidas para minimizar impacto na economia

Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, explicou uma série de medidas que o banco vem tomando para tentar minimizar o impacto do novo coronavírus na economia e na vida das pessoas. Redução da taxa de juros de cartão de crédito e cheque especial, ampliação de linhas e postergação de pagamentos são algumas das ações tomadas pelo banco público. As declarações foram dadas nesta sexta-feira (27/03), ao programa CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília.

“O primeiro ponto é que temos R$ 111 bilhões em linhas de crédito e, desses, já utilizamos mais de R$ 20 bilhões em menos de uma semana. Elas estão divididas em quatro pontos: a primeira é que foram destinados R$ 60 bilhões para capital de giro, especialmente para as menores empresas; temos agora R$ 40 bilhões para a compra de carteiras e compra de debêntures que são dívidas de empresas; R$ 6 bilhões para crédito agrícola; e R$ 5 bilhões para Santas Casas. Temos todo esse dinheiro a mais para ajudar a economia nesse momento de dificuldade”, destacou.
Guimarães ainda relembrou que, a partir de agora, o cheque especial passará a ter juros de 2,9%. Na entrevista, mencionou que quando assumiu a chefia do banco, estava em 14%. Sobre o cartão de crédito, para quem parcelar a dívida naquele período, os juros deixarão de ser de 7,7% e ficará também em 2,9%. “Todos os clientes que vêm tendo dificuldade em pagá-los, agora sentirão uma redução muito significativa”, frisou.
Para aqueles que já tinham parcelado antes dessas medidas anunciadas, essas pessoas também terão abatimento dos juros de acordo com o presidente do banco. Além disso, haverá uma ampliação dos prazos e, agora, passará de 60 para 90 dias. “Quando o tempo se esgotar, o cliente pagará tudo de um vez. O que acaba acontecendo é que nós colocaremos esses três meses no saldo devedor do crédito e isso acaba sendo um pagamento que não pesa tanto no pagamento”, contou.
“A Caixa é um banco de todos, em especialmente, dos mais humildes. Pensando nisso, o que faremos, onde eu digo que é muito importante, é que caso essa crise seja maior do que a gente está prevendo, aumentaremos os prazos na medida do possível. Se for preciso, passaremos de 90 para 120 dias ou até mesmo 150. Nós, do banco, faremos os ajustes sempre que forem necessários”, comunicou Pedro Guimarães. (Informações Correio Braziliense)

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