Professor ensina sobre sexo ao 6º ano e pede redação do tema

Um professor do 6º ano de um colégio na Asa Norte, no Distrito Federal, foi demitido após ensinar aos alunos sobre sexo oral e anal durante uma aula de português. Após abordar o tema, o docente ainda pediu uma redação sobre o assunto.

A denúncia sobre o conteúdo foi feita pelos próprios alunos, que tiraram fotos do quadro onde o professor escreveu sobre o tema. Eles também gravaram áudios da aula.

– Brasília, 13 de novembro de 2019. Objetivo: fazer o próprio currículo. Redação improvisada. Escrever sobre polidez e transformações afetivo-sexuais na adolescência (pós-infância). Sexo oral e penetração – pediu.

Além do tema, o professor ainda usou palavras-chave para ajudar os alunos, como “69”, “fio terra” e outros.

Em um dos áudios gravados pelos alunos, o professor ainda “ensina” a falar a palavra “clitóris”.

– Repitam comigo: ‘clitóris’, ‘clitóris’. Tem que tratar o assunto com educação, porque é normal – defendeu.

Professor pediu redação sobre o tema Foto: Reprodução

Para a psicóloga Marisa Lobo, famosa pela defesa da proteção à infância e pelo combate à ideologia de gênero, trata-se de um caso evidente de abuso sexual infantil.

– Os professores estão erotizando as crianças. E de uma maneira vulgar porque eles não estão nem aí. São professores que querem chocar propositadamente as crianças e que não vêem na questão sexual nenhum impedimento. Quando professor pede uma redação, a criança vai no Google pesquisar. Lá ela encontrará imagens de pessoas fazendo sexo. Essa exposição é uma violência. Isso é abuso sexual infantil – afirmou a psicóloga ao Pleno.News.

Marisa também defendeu punição exemplar contra o docente e declarou que se medidas não forem tomadas, a sociedade perderá o controle do que é ensinado nas escolas.

– Esse professor tem que ser processado e condenado senão perderemos o controle. E tem que haver um profissional que vá na escola para consertar o que foi feito. É uma aberração o que acontece no Brasil. Há um descontrole, porque em muitas escolas professores estão mostrando conteúdo sexual e erotizando crianças sem o menor controle – observou.

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) afirmou, em nota, que a direção do colégio adotou todas as medidas administrativas assim que tomou ciência do caso. O colégio fez uma denúncia que agora segue em investigação.

– A Secretaria de Educação informa que o professor, que é temporário, foi devolvido preventivamente pela Coordenação Regional de Plano Piloto e Cruzeiro, enquanto está investigando a situação no CEF 104 Norte. Se comprovados os fatos, terá seu contrato cancelado – diz um trecho do comunicado.

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