Protocolado no Ministério Público pedido de impugnação de concurso público em Capinzal

Capinzal – Protocolado nesta sexta-feira (24) o pedido de impugnação do concurso público da prefeitura de Capinzal realizado no último domingo (19). A informação é do advogado Felipe Schena Lanhi, que representa o grupo de candidatos que se considera prejudicado com a forma em que ocorreu o certame desenvolvido por uma empresa de Chapecó (SC).

O grupo esteve reunido na noite desta terça-feira (21) onde decidiu o encaminhamento pela via jurídica das providências que consideram necessárias.

Conforme Lanhi, ele e outro advogado foram procurados por esse grupo de pessoas que relatou diversos fatos a respeito de uma supostas irregularidades por parte da banca organizadora. “Várias pequenas ocorrências, mas que num universo em que a gente soma todas essas ocorrências, é possível juridicamente a gente perceber indícios de irregularidades, algumas questões que não são comuns de acontecer em concursos públicos”, comenta Lanhi.

Segundo ele, é preciso que se abra uma investigação sobre quais os motivos que levaram o concurso público ocorrer da maneira como ocorreu, que são consideradas pelo grupo estranhas e que chamam a atenção.

“O caderno de questões (provas) era para diversos cargos, e o caderno era praticamente igual para muitos dos cargos. Por exemplo, para cargo de nível médio, praticamente as provas eram iguais até as questões 35, 36 e 37. Para motorista havia apenas duas questões de legislação de trânsito, candidatos sentados em cadeiras infantis, espaço físico inadequado, então, uma série de coisas que nos foram relatadas. Entendemos também que caberia uma suspensão do concurso pela própria municipalidade, mas como não houve, os candidatos resolveram buscar a esfera legal para solucionar o impasse”, completa.

De acordo com o advogado, a mobilização se tornou expressiva e com a participação, inclusive, de candidatos de outros municípios e de outros estados. O concurso teve cerca de 1,8 mil candidatos.

“A empresa contratada pelo município, é preciso que ela se organize, porque quem faz concurso público não decide da noite para o dia, elas se preparam durante meses para poder prestar um bom serviço público e obter uma boa colocação na lista”, enfatiza.

Conforme Lanhi, foi relatada também a falta de sinalização em alguns locais de prova, portões fechando antes do horário, alguns candidatos relataram que chegaram ao local e não havia sinalização para onde se dirigir. Isso a gente vê que foi uma desorganização que prejudicou muita gente, candidata, de vestido que teria sido revistada por um fiscal homem após ter ido ao banheiro, falta de orientação sobre assinar o gabarito, gabarito com o nome do candidato já inserido, e por aí vai”, reforça.

TO advogado reitera que todas essas informações serão encaminhadas ao Ministério Público, a quem competirá decidir se cabe ou não uma suspensão do concurso. “A intenção é de tentar suspender o concurso para apurar o que efetivamente ocorreu”, finaliza.

Em contato telefônico com a empresa We Do, responsável pelo certame, nesta semana, ela refuta as alegações e afirma que irá aguardar o retorno do prefeito Nilvo Dorini para realizar uma reunião e, posteriormente, deverá divulgar uma nota à imprensa.

 

 

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