Queda do Caça que provocou morte de piloto da FAB em Zortéa completa quatro anos no próximo mês

Zortéa – A queda do Caça AMX da Força Aérea Brasileira (FAB) em Zortéa irá completar quatro anos no mês que vem. A tragédia ocorreu no dia 6 de dezembro de 2012 na região do lago da Usina de Machadinho. O avião pertencia à Base Aérea de Santa Maria (RS). O piloto da aeronave, capitão André Ricardo Halmenschlager, 33 anos, morreu no acidente. Ele era o único tripulante.

O avião fazia um treinamento e caiu por volta das 9h30 dentro do lago no interior de Zortéa, a 12 km do centro do município. Moradores de Capinzal disseram que quando o avião sobrevoou a cidade, já estava desgovernado.

Dois helicópteros e um caça foram enviados da Base Aérea para o local, onde também se encontravam equipes do Corpo de Bombeiros de Capinzal e de toda a região, avisado por moradores da região.

A aeronave colidiu com cabos de transmissão de energia. O relatório da investigação, que será encaminhado ao CENIPA, apontou que ao contrário do que se imaginava inicialmente, e das inúmeras especulações em razão de relato de testemunhas, o Caça AMX não apresentou problemas mecânicos nos motores ou comandos.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) tratou o caso de forma sigilosa por se tratar de segurança nacional. O comandante da Base Aérea de Santa Maria, coronel Davi Almeida Alcoforado, informou que  “todos os comandos estavam normais, o que foi analisado neste caso é a questão do sensor que era ultrapassado e que exigiu que o piloto voasse numa altitude baixa para conseguir captar as imagens em alta resolução”.

A investigação constatou que a linha de transmissão, no trajeto do Caça, não constava na carta aeronáutica que fazia parte do plano de voo. Na posição que ela fica as imagens de alta resolução dos satélites não conseguem identificá-la. Ou seja, para o piloto a linha não exista naquele local.

Capitão André era um dos pilotos mais experiente da Base Aérea de Santa Maria. Ele estava numa missão de reconhecimento da região e captando imagens, foi surpreendido. A conclusão se chegou após testes realizados com helicópteros que mostraram que era praticamente impossível identificar a linha pelo campo de visão do piloto. “A linha era balizada, tinha as bolas sinalizadoras, mas fizemos várias corridas com helicóptero, tentando aproximar o chamado eixo de visada e naquele dia havia, de acordo com a posição do sol, um baixo contrataste que prejudicou o piloto” disse o Coronel da Base Aérea.

No local do acidente, capitão André acionou a alavanca de ejeção. Em razão da baixa altitude e das condições, após colisão, ele acabou sendo arremessado contra as árvores. Para evitar outros problemas da mesma natureza, os Caças AMX da Base Aérea de Santa Maria, tiveram os sensores de captação de imagens substituídos, garantiu o comandante.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.