Reajuste no preço do diesel provocou impacto de 15% em um mês no orçamento de Luzerna

Luzerna – O reajuste constante no preço dos combustíveis atinge não somente o consumidor individual, mas também diretamente os próprios municípios. Em Luzerna, a situação não é diferente. A política governamental da majoração de preços frequente desestabiliza até mesmo o orçamento de um ente público.

Para se ter uma ideia de como a oscilação de valores é prejudicial, em Luzerna no período de um mês foram registradas três solicitações de reequilíbrio financeiro em relação ao óleo diesel – prática prevista na legislação quando o fornecedor apresenta a tabela de preços alterada em virtude de novo aumento e o órgão público faz a adequação da margem diferencial.
Em dezembro do ano passado, o processo licitatório foi fechado com um valor inicial. No entanto, entre os dias 18 de abril até o último dia 21 de maio foram três reequilíbrios financeiros atendidos ao fornecedor. A diferença, para o posto, foi de 20% a mais no custo. Para o município foi de 15%.

Conforme o secretário de Administração, Angelo Brandalise, com a inflação divulgada pelo governo federal de 1,69% nos últimos 12 meses com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), a variação de valores do produto foi recorrente. “O nosso orçamento previa um acréscimo de até 5%, e já chegou a 15%”, compara.

O secretário explica que a diferença de valor do óleo diesel entre o ano inicial e o ano final, se manter essa média, chega a quase R$ 65 mil, excluindo a despesa com outros combustíveis. Brandalise ressalta que o salto dificulta a aplicação de recursos para novos investimentos, uma vez que grande parte fica retida no custeio da máquina pública. “Nos primeiros quatro meses deste ano não foi possível o investimento superior a 4%”, revela.

“Nosso dados até o momento estão positivos, com as despesas controladas, percentuais dentro do preconizado para Saúde e Educação, despesa de pessoal, a gente está conseguindo manter isso. A queda de arrecadação implica o aumento de despesa com pessoal, que teve a despesa com a folha passando de 47% para 52%, isso sem mexermos em nada, somente devido à queda na arrecadação em 2015”, conclui.

Para ele, com a crise econômica enfrentada pelo país o poder de investimento deverá ficar ainda menor, sem contar a baixa no retorno sobre o ICMS de municípios e estados.

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