Receita apreende 21 toneladas de cocaína nos primeiros cinco meses de 2019

Nos primeiros cinco meses desse ano, a Receita Federal apreendeu um volume de cocaína quase 150% maior do que no mesmo período do ano passado. Foram 21 toneladas e a maior parte recolhida em São Paulo, segundo os dados que a Globonews obteve por meio da Lei de Acesso à Informação.

Entre as possíveis explicações para um aumento tão expressivo dessas apreensões está uma mudança de procedimento da receita no porto de Paranaguá, por exemplo. Quem mostra é Wilson Kirsche.

Era uma máquina a serviço do tráfico. Os agentes encontraram mais de 800 quilos de cocaína escondidos num braço da escavadeira. A droga ia para Roterdã, na Holanda.

O esquema foi descoberto por um scanner, instalado em um túnel. É um raio-x que mostra detalhes das cargas, principalmente dentro dos contêineres. O porto de Paranaguá, no Paraná, é o terceiro maior do país e todos os caminhões que entram têm de passar por esse tipo de fiscalização.

Os contêineres ficam no local, em média, cinco dias, à espera do embarque. É nesse intervalo que agem as quadrilhas. Trabalhadores aliciados pelos traficantes rompem os lacres e põem a droga dentro, misturada com a carga.

Mas a Receita Federal já percebeu a jogada e armou um contra-ataque. Agora, os fiscais passam de novo pelo scanner todos os contêineres que vão para a Europa, principal rota usada pelas quadrilhas. E aí eles comparam as imagens da primeira com a segunda vistoria – um “antes e depois”.

Aqui é o caminhão quando entrou no terminal, não tinha nada. Nessa segunda imagem, a gente vê já um padrão diferente. É uma mancha que foge dos padrões da carga de bobina de papel. Provavelmente droga”, mostra um agente.

Quando chegou ao porto, esse outro contêiner estava vazio em um dos cantos. Dias depois, dava para ver a diferença. A mancha era droga: quase uma tonelada de cocaína numa carga de amendoim que ia para a França”.

“Se não fosse o scanner, nós teríamos que abrir todos os contêineres que vão para os portos suspeitos na Europa”, explica Carlos Alberto Samways, auditor da Receita Federal.

Com a dupla checagem, as apreensões de cocaína no porto de Paranaguá aumentaram 13 vezes de três anos para cá. De pouco mais de 500 quilos para mais de sete toneladas em 2019.

Segundo a Receita, as empresas exportadoras não estão envolvidas no esquema. As apreensões são encaminhadas para a Polícia Federal que está investigando a rota. Quer saber quem movimenta toda essa droga. (Informações O Globo)

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