Santa Catarina apresenta um dos menores índices de mortes de policiais do Brasil

Santa Catarina teve um dos menores índices de policiais na ativa mortos do Brasil, segundo levantamento do G1. Em 2017, dois desses profissionais morreram. O estado também está abaixo da média na quantidade de pessoas mortas por policiais. Para a Secretaria de Estado de Segurança Pública, esses números são resultado do investimento no setor de inteligência das polícias Civil e Militar.

Além de Santa Catarina, Alagoas e Acre tiveram dois policiais mortos. Esses estados ficam atrás apenas de Roraima, que teve um policial morto.

Pessoas mortas por policiais

Em relação ao número de pessoas mortas por policiais, os números são maiores. Mesmo assim, Santa Catarina está abaixo da média nacional. No país, esse índice é de 2,4. No estado, é de 1,1.

Inteligência para evitar confronto

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, Alceu de Oliveira Pinto, disse não poder fazer a análise de políticas de segurança relativa aos anos anteriores a sua gestão. Ele tomou posse em fevereiro deste ano.

Entretanto, com relação às taxas de mortandade de policiais e civis entre conflito menor do que a média brasileira, o secretário acredita que o investimento em reequipar as inteligências das polícias Militar e Civil favorece esses índices.

“Isso evita as mortes. Muitas vezes, nós, surpreendemos os criminosos, mas eles também nos surpreendem. A aplicação da inteligência antes da operação evita confrontos”, disse.

Entre janeiro e fevereiro de 2018, conforme dados públicos do ano disponibilizados no site da Secretária de Segurança Pública, 15 pessoas foram mortas por policiais em confronto. Nos últimos três anos, os dois primeiros meses de cada ano não chegaram a 10 mortes.

Caso a média fosse mantida, até o final de 2018 o índice de morte de civis em confronto policial poderia chegar a 90 mortes, maior do que os três anos anteriores.

Conforme o secretário, a política atual é de aumentar operações em áreas de conflito, visando desestruturar a cadeia das organizações criminosas, não somente impedir a operação dos pontos de comercialização.

“Esse tipo de criminoso, de organização criminosa, tem como característica maior belicosidade, por isso ocorrem mais confrontos, mas a aplicação de inteligência tem evitado mortes”, reforçou. (G1)

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