Seguradora terá de indenizar família após morte por afogamento no interior de Piratuba

Piratuba – O Tribunal de Justiça do Estado confirmou a obrigação de uma seguradora em pagar indenização por morte decorrente de afogamento em 2013, fato registrado no Rio Uruguai na divisa entre Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. A ação judicial foi ingressada pelos advogados, Norah Pezzin e Dirceu Rizelo. As vítimas eram de Marcelino Ramos, mas moravam em Concórdia.

A empresa alegou atraso no pagamento das parcelas do contrato, firmado em 2010. Após o óbito, em 2014, os pais do falecido encaminharam documentos à instituição bancária em busca da indenização. A ordem não foi atendida após informação do banco de que a apólice aguardava cancelamento por ausência de pagamento do seguro.

No entendimento do TJSC o atraso ou a falha no pagamento de uma ou mais parcelas não acarreta automaticamente a rescisão contratual. Nesse sentido, decidiu pelo pagamento da indenização. A tragédia ocorreu dezembro de 2013. Um barco em que seis pessoas estavam afundou e duas pessoas desapareceram.

Relembre

Uma pescaria em família terminou em tragédia na manhã do dia 29 de dezembro de 2013, em linha São José, interior de Piratuba. O barco em que seis pessoas estavam, incluindo uma criança de 3 anos, afundou, e duas pessoas desapareceram. O fato ocorreu por volta das 11h30 no Rio Uruguai, na divisa entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

Desapareceram os irmãos Renato Fabiano dos Santos, de 29 anos, e Fábio Batista dos Santos, de 37 anos. Ambos eram naturais de Marcelino Ramos/RS e moravam em Concórdia em São José e em Cachimbo. Na embarcação estavam ainda outro irmão das vítimas, Ricardo dos Santos, o filho de uma das vítimas, de 3 anos, e o primo Alexandre Dreher, de 35 anos, morador de Passo Fundo/RS.

Dreher disse que ninguém usava coletes salva-vidas, e que ninguém havia ingerido bebida alcoólica. No local onde o barco afundou há uma forte correnteza. Segundo ele, o barco de alumínio começou a encher de água quando atingiu a correnteza, vindo a afundar rapidamente.

Quatro dos ocupantes sobreviveram nadando e com a ajuda de pessoas que estavam próximas do rio, ouviram os gritos de socorro e imediatamente foram de bote prestar ajuda. Os ocupantes estavam acampados no local desde sábado. Dreher relatou que conseguiu sobreviver graças a um litro de óleo vazio que estava na água. Conforme ele, anualmente a família passa o fim de ano na comunidade.

As vítimas que desapareceram já moraram na linha São José, de onde saíram há cerca de 12 anos para residir em Concórdia. Após o ocorrido, o pai e a madrasta das vítimas, desorientados e no afã de ajudar, foram a Concórdia buscar outro barco para ajudar nas buscas. Foram deslocados mergulhadores de Piratuba e Catanduvas, além de bombeiros de Concórdia e Joaçaba. O barco ficou submerso.

Desde o início da Operação Veraneio, em 5 de outubro, 15 pessoas morreram afogadas no Oeste do estado. Em 2012, durante todo o ano, 17 banhistas perderam a vida afogadas em rios e balneários.

 

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