Setor cultural de SC deve ganhar dinamismo com a parceria do governo federal

Os investimentos no setor cultural de Santa Catarina deverão ganhar dinamismo com a parceria do governo federal. Os mecanismos e os caminhos para o Estado acessar recursos da pasta foram apresentados pelo ministro da Cultura Sérgio Sá Leitão em visita ao governador Eduardo Pinho Moreira, na tarde desta quinta-feira, 26, em Florianópolis. “Essa aproximação é fundamental para que possamos valorizar nossos artistas e o potencial catarinense nos mais diversos segmentos da produção cultural”, frisou o governador.

Na esfera federal, o ministro apontou mudanças que estimulam e fomentam o setor. Entre as mais significativas está no campo do audiovisual com a flexibilização do co-investimento regional. “Antes a alavancagem era na proporção de R$ 1 investido pelo poder público local e R$ 1,5 para a Ancine, e agora nós podemos chegar a até R$ 4 de recursos da Ancine. O Estado já fez dois editais utilizando recursos desta linha”, observou o ministro. Ele acredita que a partir desse incremento será possível expandir a produção audiovisual em Santa Catarina.

EMENDAS

O ministro da Cultura pontuou que Santa Catarina acessou menos recursos que o estado do Amapá, por meio de emendas parlamentares em 2017, sendo que o ministério se preparou para ampliar a capacidade de execução dos projetos de emendas. No ano passado, segundo o ministro, o Estado foi contemplado com 218 projetos.

O convencimento da classe empresarial para contribuir por meio da Lei Rouanet de incentivo à Cultura também é um dos mecanismos apontados pelo ministro para a promoção de iniciativas culturais. “A contribuição da classe empresarial, direcionando recursos para o setor, é importantíssima para o desenvolvimento dos projetos de Santa Catarina na área da Cultura”, enfatizou Moreira.

Conforme levantamento do ministério, Santa Catarina tem um potencial de pelo menos R$ 60 milhões para a captação junto a empresas (cerca de duas mil) que tributam por lucro real.

“Há um potencial muito grande, seja pela lei federal de incentivo à Cultura, seja na lei do Audiovisual, ou nos investimentos em outras linhas: patrimônio histórico, centros culturais, enfim, esse entendimento é muito importante para que a gente possa avançar na direção de trazermos mais recursos para a área da Cultura em Santa Catarina”, concluiu o ministro Sérgio Sá Leitão. O secretário de Estado de Comunicação, Marcelo Rego e o prefeito da Capital, Gean Loureiro acompanharam a reunião no Centro Administrativo do Governo do Estado.

1 Comentário

  1. A esperança de nós, artistas independentes catarinenses, é que essas políticas finalmente funcionem e fortaleçam a produção artística com valorização à quem trabalha e tem talento no nosso estado.
    Que não seja somente mais um mecanismo para engordar institutos culturais e dar emprego aos afiliados políticos, causando, assim, diminuição no mercado da arte e transformando artistas profissionais em dependentes do governo e da verba pública, como temos vistos até agora.
    Queremos e precisamos trabalhar, ser valorizados e ter resposta do mercado acima de qualquer decreto politico.
    Nosso grito: Chega de políticos partidários dominando a nossa arte, não precisamos de muletas, o que precisamos é de liberdade para trabalhar e produzir sem políticas “salvadoras” saídas dos gabinetes que, geralmente, funcionam apenas para diminuir o poder dos artistas e estrangular o mercado das artes, como as leis culturais tem provocado no Brasil nessas últimas décadas.

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