Terceiro acusado de homicídio no centro de Capinzal é condenado pelo júri

Capinzal – Foi lida por volta das 14h30min desta sexta-feira (11) a sentença de Ian Miguel da Silva de Souza, acusado de envolvimento na morte de Cidy Amaral da Costa, 26 anos. Ian foi condenado à pena de 12 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. O júri popular iniciou por volta das 9h no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal. O crime ocorreu em junho do ano passado em uma residência no centro de Capinzal.

Os outros dois acusados, Marcelo Mauri de Mattos e Fernando Silva Teixeira, foram julgados no dia 1º de junho e condenados à pena de 13 e 15 anos de prisão, respectivamente, em regime fechado. O processo de Ian foi desmembrado pela Justiça para não atrasar o julgamento dos outros dois acusados, uma vez que a defesa de Ian entrou com recurso da sentença de pronúncia.

O júri foi presidido pelo juiz Daniel Radünz. Na acusação atuou a promotora de Justiça Karla Bárdio Meirelles e na defesa a advogada Juliane Perotoni. A promotora de Justiça Karla Bárdio Meirelles disse ter ficado satisfeita com a pena aplicada ao réu. “O júri transcorreu normalmente, os jurados souberam votar porque o crime foi grave e condenaram o réu nas três qualificadoras pedidas pelo Ministério Público“, comentou.

A advogada de defesa do réu, Juliane Perotoni, informou que irá estudar a possibilidade de recurso junto ao Tribunal de Justiça. No entanto, ela disse ter ficado satisfeita pelo fato de a pena ter sido aplicada no patamar mínimo. “Eu assumi o caso a partir da audiência de instrução na primeira fase desse procedimento, foi feito recurso até para tentar afastar algumas das qualificadoras, mas não foram afastadas e na presente data a tese principal da defesa era a menor participação, o que não foi acolhido pelos jurados. A defesa ainda vai analisar uma possibilidade ou não de recurso, mas, em princípio está satisfeita pela pena ser fixada no mínimo”.

Acompanhe clicando no link abaixo o vídeo com o momento da leitura da sentença proferida pelo juiz Daniel Radünz:

Momento da leitura da sentença

De acordo com os autos, o acusado Fernando Teixeira teria oferecido duas pedras de crack para atrair a vítima até o local do crime. Marcelo Mauri de Mattos, armado com uma barra de ferro, desferiu golpes nas costas da vítima.

Cidy ainda teria sido agredido a socos e chutes até perder a consciência. As agressões seguiram, inclusive com golpes de faca, até a vítima não resistir. Conforme a cronologia da equipe de investigação da Polícia Civil, à época coordenada pelo delegado Ricardo Saroldi, o crime ocorreu no dia 20 de junho de 2016. O corpo foi encontrado no dia 27 e os suspeitos presos no dia seguinte. Além de Ian, um adolescente de 17 anos também participou do crime e está recolhido em um centro socioeducativo.

 

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