TJ vai apreciar decisão de júri popular a réu de Zortéa

Zortéa – O juiz da comarca de Campos Novos, Paulo Eduardo Farah, manteve sentença de pronúncia ao agricultor Claudir Bernardi, acusado de três tentativas de homicídio em Zortéa. A defesa do réu havia ingressado com recurso em sentido estrito da sentença que pronunciou Bernardi a ser submetido a júri popular. Inconformada, a defesa alega que o réu agiu em legítima defesa e por isso pleiteia sua absolvição.

Conforme a defesa, uma filha do réu quase teria sido atropelada momentos antes dos disparos, e que Bernardi, conhecido pelo apelido “Meneguinho”,  teria sido agredido e ofendido por um grupo de pessoas supostamente armadas de faca e pedras, e que os tiros foram, primeiramente, efetuados para o alto.

O recurso recebeu parecer contrário do Ministério Público e não foi acatado pelo magistrado que, por sua vez, determinou seu encaminhamento ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

A defesa não concorda com a decisão de primeira instância que quer levar a júri o réu acusado de três tentativas de homicídio em Zortéa, sendo duas simples e uma qualificada. A sentença foi proferida no dia 12 de setembro do ano passado.

O crime ocorreu no dia 11 de fevereiro de 2012 na área central de Zortéa. Claudir Bernardi, natural de Capinzal, é acusado de tentar matar a tiros Ederson Luiz Cassaniga. O magistrado entendeu que Davson Luiz Colle e Everton Augusto Cassaniga também foram vítimas de tentativa de homicídio, mesmo não sendo feridos. Na pronúncia a Justiça concedeu ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade, pelo fato de não haver motivos para a prisão preventiva.

O crime foi registrado por volta das 19h na esquina das ruas Guilherme Brancher e Antônio Zortéa Primo, próximo à rótula. Ederson Luiz Cassaniga, então com 23 anos, foi baleado. A vítima foi socorrida pelos bombeiros e encaminhada ao Hospital Nossa Senhora das Dores de Capinzal, posteriormente foi transferida para ao Hospital Universitário Santa Terezinha de Joaçaba.

O suspeito pelos disparos foi preso na casa onde morava. De acordo com os autos foram disparados pelo menos 12 tiros. Policiais militares de Zortéa e de Capinzal foram solicitados ao local. No dia 24 de abril do mesmo ano, a Polícia Civil realizou a reconstituição da tentativa de homicídio. O trabalho foi solicitado pelo Ministério Público de Campos Novos e coordenado pelo delegado Lucas Fernandes Rosa.

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