VAR anula dois gols, Brasil só empata com Venezuela e adia vaga

Salvador – Trinta anos depois, a Seleção Brasileira voltou a ouvir vaias em um jogo de Copa América em Salvador. Não foi para menos. Com uma atuação muito ruim – principalmente do ataque – o Brasil teve dificuldade de furar o bloqueio da Venezuela e não saiu do 0 a 0 na Fonte Nova. Com requintes de crueldade, a arbitragem ainda anulou três gols e, com o resultado, o time de Tite perdeu a chance de se classificar antecipadamente às quartas de final da Copa América.

Pela primeira vez desde o início da preparação, Tite conseguiu colocar a escalação que havia imaginado para a Copa América – com exceção de David Neres no lugar de Neymar, cortado. E o início de jogo com muito mais intensidade do que na estreia foi animador, com a Seleção pressionando e perdendo algumas boas chances de gol.
Até que, aos 18 minutos, Rondon cabeceou rente à trave, assustando os torcedores e dando confiança à Venezuela, que passou a marcar com ainda mais vontade e fechar a defesa com eficiência, dificultando a vida da Seleção, que foi incapaz de furar o bloqueio. O gol até saiu, aos 37, mas foi anulado por falta de Firmino em seu marcador.
Pela segunda vez nesta Copa América, a Seleção foi para o intervalo no 0 a 0 e, ao contrário da estreia, a torcida baiana se dividiu entre vaias e aplausos. Isso mudou no segundo tempo, quando o Brasil voltou muito mal, desorganizado e sem criatividade com Jesus no lugar de Richarlison. A torcida perdeu a paciência de vez quando Fernandinho foi chamado e entrou no lugar de Casemiro, vaiando a escolha.
E a Seleção voltou a ter um gol anulado, desta vez de Gabriel Jesus, aos 14, com o árbitro de vídeo sinalizando a posição irregular de Firmino, que participou da jogada. Irritada, a torcida pediu por Everton e Tite aceitou na hora a sugestão. E foi justamente Cebolinha o responsável pela melhor jogada do time, aos 41, quando Coutinho marcou, mas novamente a arbitragem, com a ajuda do VAR, anulou por impedimento de Firmino, que tocou na bola na hora do chute. E no fim, as merecidas vaias. (O Dia)

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