Vereadores de Piratuba votam amanhã reajuste de 0,81% aos servidores; primeira votação deu 5 a 4

Piratuba – A novela sobre o valor de reajuste anual dos servidores públicos ganha mais um capítulo. O Executivo encaminhou novamente o projeto para a casa legislativa, sugerindo apenas o aumento de 0,81%. Dois pedidos de vistas foram feitos e ele ficou parado por cerca de 30 dias. Finalmente, na sessão do dia 10 de abril, ele foi posto em primeira votação. Os vereadores Altair de Azeredo e Luiz Gomes (PSDB), Luiz Henrique da Silva (PSB), Mareci Stempcoski (PSD) e Sandra Martinazzo (PT), votaram a favor do projeto. Os vereadores do PMDB, Claudia Jung, Alcides Gomes, Marli Buselatto e Evelasio Vieira votaram contra. A segunda votação será na sessão desta terça-feira (17) e sem seguida será sancionado pelo prefeito Olmir Benjamini.

A vereadora Marli Buselato, a última a pedir vistas do projeto lamentou o baixo índice. “Esse projeto já foi reprovado por todos nós, foi mandado novamente para cá e para que? O prefeito não precisa mandar esse projeto para essa casa! Por decreto de lei ele pode fazer isso. O prefeito precisa começar a assumir responsabilidades e parar de jogar tudo nas costas dos vereadores. Não sabemos mais nem o que explicar para os funcionários que nos pedem ajuda para melhorar esse índice. Se o problema é a folha, que se reduza a folha”, disse.

Já a vereadora Claudia, também mostrou preocupação com número de funcionários da prefeitura. “Estamos atingindo o limite legal de gastos. Segundo o portal da transparência, utilizando o mês de abril como referência, em 2016 tínhamos 298 funcionários e 53 comissionados; em 2017, 283 funcionários e 54 comissionados; já em 2018, 344 funcionários e 56 comissionados. São 61 funcionários a mais. Sabemos que alguns serviços novos foram assumidos pela prefeitura, como é o caso da patrulha agrícola. Porém, e preciso rever isso e tomar medidas de contenção, mas não prejudicando os funcionários de carreira. Os próximos anos serão preocupantes”, finalizou.

Já o único vereador que falou em nome da situação, Luiz Gomes, apesar de votar favorável ao projeto, acredita que índice deveria ser melhorado. “Hoje na situação, a gente fica até em uma situação difícil de falar”. Segundo o secretário de Administração e Finanças, Giovane Meneghel, a maioria dos municípios da AMAUC deram apenas o reajuste do INPC. “O país passa por uma crise econômica, e não tem como aumentar o valor. Temos que votar assim”, concluiu.

No mês de dezembro de 2017, o mesmo projeto foi rejeitado por unicidade pelos nove vereadores. O valor proposto pelo executivo é assegurado em lei, ou seja, os servidores terão o reajuste de 0,81% indiferente da votação do legislativo. A Câmara só vota um projeto de lei se o ajuste for maior ou menor que o INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor. (Fonte: Geferson Schreiner/Jornal Comunidade)

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