Vigilância Epidemiológica investiga caso de raiva canina em Jaborá

Jaborá – A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE) investiga um caso de raiva canina em Jaborá. Uma equipe da DIVE está na cidade coletando amostras e informações. Desde 2006 não eram registrados casos dessa zoonose no ciclo urbano no estado de Santa Catarina.

A veterinária Luciane de Oliveira, que atua em Jaborá, afirma que o caso foi identificado no final do mês de agosto, sendo realizada a coleta para exames específicos no dia 30 e que nesta segunda-feira, 19, veio o laudo como positivo para raiva. “Fui chamada para atender o caso de um cão que estava na rua e, segundo os populares, havia sido envenenado. Porém, após recolher o animal e melhor observá-lo, percebi que os sintomas que ele apresentava se assemelhavam com o da raiva. Diante disso, foi feita a eutanásia dele e coletado material para ser enviado a um laboratório em Joinville. O laudo ficou pronto essa semana e foi confirmado o caso”, explica a veterinária.

Diante da confirmação, são necessárias medidas para que o ciclo urbano da raiva seja contido e por isso, com o apoio da DIVE, uma grande ação será realizada no município. Todos os cães e gatos da cidade terão que receber duas doses da vacina antirrábica. Uma delas aplicada de imediato e a outra em 30 dias. Para tal, equipes da prefeitura visitarão as residências e cabe ainda que a população auxilie, não deixando nenhum animal sem a vacina, que será distribuída gratuitamente.

Além da necessidade de fechar o ciclo de contaminação, Luciane alerta para que as pessoas fiquem atentas ao comportamento e sintomas dos animais que estão no convívio da comunidade. “É muito comum que as pessoas confundam a raiva com envenenamento, ou ainda, que nem investiguem quando um cachorro que tem determinados sintomas acaba morrendo. Por isso, pedimos que em caso de dúvida um veterinário seja chamado. O animal que está contaminado pode ficar mais arredio e por isso a tendência é que fique mais acuado ou agressivo, apresentar salivação excessiva, que é a conhecida “espuma na boca” e ainda ter tremores musculares. Ressaltamos de as pessoas fiquem atentas e evitem contato direto e acionem um profissional da área para os cuidados”.

Um comunicado oficial sobre o caso será divulgado em breve.

(Com informações: Éder Luiz)

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