Laudo aponta causa da morte de advogado que pediu condenação do próprio cliente em SC

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O laudo pericial apontou que o advogado Rodrigo Pantaleão morreu por causas naturais. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (31), pouco mais de dois meses após o defensor ter sido encontrado morto dentro de casa, em Florianópolis.

Pantaleão foi localizado sem vida no dia 25 de junho, no bairro Itacorubi. O caso ganhou repercussão porque a morte ocorreu poucos dias depois de viralizar um vídeo de uma audiência na qual o advogado concordou com as alegações apresentadas pela acusação contra o próprio cliente.

Apesar do resultado do exame pericial, a Polícia Civil ainda deve ouvir pessoas em depoimentos pendentes antes de concluir o inquérito.

Polícia já não apontava sinais de morte violenta
Quando o corpo foi encontrado, a Delegacia de Homicídios de Florianópolis informou que não havia sinais que indicassem uma morte violenta.

A localização ocorreu depois que um forte odor começou a ser percebido vindo do imóvel. A situação indicava que o advogado já estava morto havia alguns dias.

Também não foram encontrados indícios de invasão na residência.

Audiência colocou advogado no centro da repercussão

O episódio que tornou Rodrigo Pantaleão conhecido ocorreu durante uma audiência realizada em 28 de maio, na 3ª Vara Criminal de Florianópolis.

O processo envolvia um réu preso em fevereiro, no bairro Sambaqui. Conforme as informações do caso, ele havia sido abordado com 30 porções de cocaína e uma munição.

Inicialmente, a defesa era conduzida pela advogada Gabriela Serafin. Posteriormente, após a expedição de um mandado de prisão contra ela por suspeita de tráfico de drogas, Pantaleão passou a representar o acusado.

Juíza considerou réu indefeso após manifestação do advogado

Durante a fase de alegações finais, Pantaleão afirmou que a defesa concordava com as manifestações apresentadas pelo Ministério Público.

Diante da manifestação, a juíza Carolina Ranzolin considerou que o acusado estava sem defesa técnica adequada e determinou que outro advogado fosse constituído.

Como isso não ocorreu dentro do prazo estabelecido, um defensor dativo foi nomeado para atuar no processo.

O novo defensor apresentou pedidos de absolvição e, alternativamente, de desclassificação do crime de tráfico para posse de drogas para consumo próprio.

Defesa pediu anulação da etapa final do processo

Posteriormente, outro advogado assumiu o caso e solicitou que a fase final do processo fosse anulada sob o argumento de que a atuação anterior teria sido insuficiente.

O pedido não foi acolhido e o réu acabou condenado.

O acusado responde por tráfico de drogas, resistência e porte de arma de fogo com numeração suprimida e permanece preso em Florianópolis.

Investigação sobre morte ainda será formalmente concluída
Mesmo com o laudo apontando morte natural, a Polícia Civil ainda deverá concluir as oitivas restantes antes do encerramento definitivo do inquérito.

Até o momento, não foram apontados elementos que indiquem participação de terceiros na morte do advogado. (NSC)

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