Acusado de matar piratubense com taco de sinuca é julgado em Capinzal

Capinzal –   Iniciou no plenário da Câmara de Vereadores de Capinzal o júri de Flávio Daniel Trein. Ele é acusado de homicídio ocorrido no dia 11 de março de 2016. O advogado Éber Marcelo Bündchen queria a retirada das qualificadoras do crime, motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, mas o recurso foi negado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Conhecido pelo apelido de “Alemãozinho”, Trein será julgado por homicídio qualificado, cuja pena é mais elevada em caso de condenação.

O crime 

Segundo o processo o crime ocorreu por volta das 20h em frente a um bar localizado na rua Cleto Toaldo, loteamento Parizotto em Capinzal. Trein teria matado Adilson Antônio Martinazzo, 46 anos, mediante golpes de taco de sinuca, logo após se envolver em uma briga por causa de desentendimento em jogo de baralho.

Ainda conforme o processo, Trein teria pegado o objeto ao discutir com um homem conhecido por “Betinho”, que por sua vez teria apanhado uma barra de ferro. Ambos teriam se agredido mutuamente. Adilson teria tentado separar e acabou sendo atingido mortalmente na cabeça pelo réu.

Martinazzo morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico e parada cardiorrespiratória, conforme laudo do IGP. O corpo foi sepultado no cemitério de Linha Martinazzo, interior de Piratuba, de onde era natural. A defesa argumenta que Flávio Daniel Trein teria agido em legítima defesa em razão de ter sido agredido e diante desta situação, acabou perdendo o controle, vindo a revidar à injusta agressão sofrida. O réu está recolhido ao presídio regional de Joaçaba.

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