Raiva Bovina: Trabalho de vigilância atinge propriedades de Capinzal e Zortéa

Esta semana foi confirmado um foco de raiva em uma propriedade no interior de Campos Novos, no distrito da Barra do Leão. Um terneiro de 4 meses morreu com sintomas da raiva, doença que pertence as síndromes de raiva. Foi coletado o cérebro do animal, levado para a Cidasc de Joinville e lá foi confirmada a morte por raiva bovina. O caso foi isolado, somente esse animal.

No momento é desenvolvido um trabalho de vigilância na região do foco e ao redor do foco. Esse trabalho atinge 12 km de raio e por conta disso, propriedades de Capinzal e Zortéa estão na zona de vigilância.

O foco criou uma área de cerca de 600 propriedades. Em Capinzal e Zortéa, cerca de 190 propriedades fazem parte dessa área de vigilância e 5.500 cabeças de gado teriam que ser vacinadas.

O principal transmissor da raiva é o morcego, por isso é importante que os produtores fiquem atentos a marcas de onde o morcego pode ter sugado. O animal sempre suga na mesma região e por isso o ferimento não cicatriza.

A vacinação é o único meio para prevenir a doença, portante é importante que os produtores façam a vacinação. Também é necessário ficar atento aos sintomas nervosos que são paralisia, andar cambaleante, animal deitado com o pescoço virado. Caso o produtor perceba esses sintomas devem entrara em contato com a Cidasc e relatar o caso.

Febre Aftosa

As síndromes vesiculares que ocorrem na região não são indícios de Febre Aftosa. Santa Catarina é um estado livre da doença sem vacinação. Desde 1991 a Febre Aftosa não ocorre no estado e, desde o ano 2000, a vacina não é realizada por não haver risco da entrada da doença.

O Serviço de Defesa Sanitária trabalha com grupos de síndromes. A febre aftosa, estomatite vesicular e outras doenças pertencem as síndromes vesiculares, tem alguns sintomas parecidos, como presença de bolhas na boca e cascos do animal e febre.

Em função disso, quando são encontradas essas lesões nos animais, a notificação deve ser feita o quanto antes na Cidasc. Nesses casos, no primeiro momento é feita a interdição da propriedade e coleta de material para descartar a febre aftosa. Depois de descartar, é feito o estudo para encontrar a causa das lesões.

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