Candidata eleita ao Conselho Tutelar de Irani é cassada após marido pedir voto na Câmara

Região

Irani – O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente manteve a decisão de afastamento de uma conselheira tutelar eleita após denuncias de ilegalidades durante a campanha eleitoral. A lista completa com os nomes foi divulgada nas últimas horas no site da Prefeitura de Irani. De acordo com as informações, a candidata Marlene de Campos, foi cassada depois que o seu marido que é vereador pediu voto em uma manifestação na tribuna do Legislativo Municipal.

A informação também foi confirmada pela presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O caso foi detalhadamente analisado e depois dos encaminhamentos o Conselho decidiu em não oficializar o nome da candidata que supostamente teria sido beneficiada com a manifestação do marido junto ao Legislativo Municipal.

Depois da divulgação oficial da lista dos eleitos, Marlene de Campos, ainda poderá ingressar com demanda judicial para tentar validar seus votos e assumir como conselheira tutelar eleita em Irani.

No entendimento do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente a candidata teria sido beneficiada em desacordo com o que prevê as regras da eleição.

Contraponto

A conselheira tutelar, Marlene de Campos, ingressou nos últimos dias com mandado de segurança contra a decisão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes que desautorizou a sua posse devido a suspeita de ilegalidade durante o processo eleitoral nesse ano.

Marlene é conselheira tutelar por dois mandatos e nega que tenha sido favorecida pelo marido que é vereador durante uma manifestação dele na tribuna do Legislativo Municipal.

Marlene afirma que a decisão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente é política. Ela afirma que a medida foi adotada por “perseguição política”, já que nenhuma ilegalidade foi cometida durante a disputa pelas vagas do Conselho Tutelar, conforme foi apurado.

“Fiz uma campanha limpa nas redes sociais e também na visita aos moradores de Irani. A população sabe quem eu sou”, lembrou. Marlene de Campos recebeu 163 votos. Ela reitera que a sua eleição foi feita dentro do que estabelece a Lei e a cassação do seu mandato ocorreu exclusivamente por “perseguição política”.

Sobre a manifestação do vereador (marido da conselheira) na tribuna da Câmara de Vereadores, ela afirma que ele apenas agradeceu a receptividade da população durante as visitas, porém não fez menção sobre pedido de votos.

Marlene ainda lembrou que várias denúncias foram feitas contra outros candidatos por transporte ilegal de eleitores e compra de votos, porém todas foram arquivadas. (Informações Atual FM)