Protesto na visita do governador a Capinzal teve dois grupos distintos; entenda

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Capinzal – O protesto realizado na tarde desta sexta-feira (29) na visita do governador Carlos Moisés da Silva a Capinzal teve a presença de dois grupos distintos: um de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro e outro neutro, que foi o responsável pela colocação das faixas cobrando a questão dos respiradores e dos valores que foram usados na compra dos aparelhos.

Uma das coordenadoras do grupo neutro, Letícia Dambroz Filipini, conta que o grupo que organizou o protesto dos cartazes é neutro, composto de pessoas com diferentes visões políticas ou até mesmo apartidário.

“A mensagem que a gente queria passar nos cartazes é essa, o povo está revoltado, não aguenta mais ser roubado da forma tão escrachada que a gente é. É tão nítido os roubos que acontecem ainda hoje e anão dá para ficar calado, chega de ficar calado”, destaca.

Os cartazes continham as mensagens “Respirador fantasma não salva vidas” e “Cadê os R$ 33 milhões”, em referência aos 200 respiradores comprados pelo Governo do Estado junto à empresa Veigamed no valor de R$ 165 mil cada, totalizando R$ 33 milhões, pagos adiantados, violando a legislação.

Posteriormente o governo fez a compra de respiradores da empresa catarinense WEB, de Jaraguá do Sul, ao preço de R$ 70 mil cada aparelho que estão sendo distribuídos em hospitais públicos do Estado.

A compra frustrada da Veigamed acabou parando na Justiça e virou alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) já instalada na Assembleia Legislativa. O “escândalo dos respiradores” como ficou conhecido o caso no estado, levou à queda de dois secretários, o da Saúde, Helton Zeferino, e o da Casa Civil, Douglas Borba.

Conforme Letícia, o grupo entende que a vinda de Moisés a Capinzal e Ouro foi por motivos benéficos para a população, mas, segundo ela, não passa de obrigação e que, independente disso, o cidadão tem o direito e deve cobrar quando algo não está certo.

“Ele veio aqui por uma causa que é benéfica no nosso município, no município vizinho, é, ele veio, não fez mais que a obrigação dele, né, então a gente está aqui para questionar ode é que estão esses R$ 33 milhões que eram para ser destinado para a compra de respiradores”, completa.

Letícia frisa ainda o fator de se tratar de recursos a serem utilizados na Saúde diante de uma pandemia de Coronavírus com base em decreto estadual que dispensa a realização de licitações.

“E eles têm a audácia ainda de fazer esses desvios acontecerem no meio de uma pandemia, sabe, que coragem eles têm para fazer isso. Então, a gente conseguiu unir pessoas com divergências políticas para uma única causa, cobrar o desvio dos recursos que eram para servir à população catarinense”, conclui.