A Força-Tarefa composta pelo MPSC, pelo TCE e pela Polícia Civil deflagrou na manhã do sábado, (6/6), a segunda fase da Operação O2 (Oxigênio). Foram presos preventivamente quatro envolvidos na compra emergencial de 200 ventiladores pulmonares para combater a covid-19 ao custo de R$ 33 milhões pagos de forma antecipada, que não chegaram ao Estado. Dois mandados de prisão estão pendentes de cumprimento.
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Durante a operação também foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em cinco municípios de três estados da federação, envolvendo aproximadamente 50 policiais de Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.
Segundo a apuração, cada integrante do grupo preso nesta manhã exercia uma função determinada. Dentre eles, está o responsável pela negociação, que pressionava os agentes públicos para a liberação antecipada do dinheiro, prometendo a entrega dos respiradores dizendo que os equipamentos estariam prontos para embarque, mesmo sabendo que não havia respirador para entrega.
De acordo com a apuração da Força-Tarefa, uma série de crimes teria sido cometida desde o dia 22 de março de 2020, quando a compra dos 200 respiradores para o Estado começou a ser arquitetada. Peculato, organização criminosa, criação de empresa de fachada e lavagem de dinheiro estão entre os ilícitos investigados até agora.
“Laudos periciais de celulares apreendidos mostram, por exemplo, que houve edição de mensagens trocadas por whatsapp por um dos envolvidos como forma de ocultar provas”.
“Os 50 ventiladores pulmonares trazidos para o Estado são de um modelo substancialmente mais barato do que o comprado. Não bastasse a alta margem de lucro decorrente do superfaturamento superior a 80% dos respiradores, os quais sequer foram entregues, os equipamentos que aqui chegaram são absolutamente inadequados ao fim para o qual foram adquiridos, o tratamento em UTI da Covid-19, e, ainda, se utilizados, poderiam ocasionar contaminação do ambiente, pacientes e profissionais”.
“Trata-se, possivelmente, do crime mais perverso cometido na história recente catarinense, no qual os representados, agiram dissimuladamente para auferir ganho milionário aproveitando-se da situação de calamidade pública vivenciada pela contaminação humana pelo novo coronavírus, em detrimento da vida da população”, disse a Força-Tarefa na entrevista coletiva do sábado.






