Equipamentos da Fiocruz vão aumentar em 70% a capacidade do Lacen para processar testes de Covid

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O Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen-SC) está recebendo um reforço de peso para ampliar a capacidade de processar testes de coronavírus. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), está implantando equipamentos de alta precisão no Lacen, para processar as amostras coletadas nos pacientes. Os aparelhos aumentarão em 70% a capacidade do laboratório.

O investimento é de US$ 300 mil. Os novos equipamentos são plataformas automatizadas de pipetagem precisa, um método que tem maior pureza e melhor desempenho em testes moleculares – ou seja, resultados mais confiáveis. Os aparelhos também permitem rastreabilidade total das amostras, por meio da leitura de códigos de barras, e aumentam a segurança para os profissionais que operam os aparelhos, já que há um sistema de descontaminação por UV e controle de abertura de portas.

Os aparelhos funcionam 24 horas, com capacidade para processar, ao todo, 744 amostras por dia – 552 numa plataforma, que leva o nome de Janus Chemagic Prime-D (Plus), e outras 192 na outra, chamada Janus Chemagic Prime Jr (Flex). Por mês, os novos equipamentos serão capazes de processar 20 mil amostras. Hoje, o Lacen tem processado em média mil testes diários.

O Instituto de Bio-Manguinhos ficará responsável, ainda, pela logística dos insumos necessários à operação das plataformas, o que inclui ponteiras, kits de extração e tampões.

Além da instalação, a Fiocruz também faz a qualificação e o treinamento das equipes para realização das testagens. Os equipamentos estarão prontos nesta quinta-feira (23). A expectativa é que a cerimônia de entrega ocorra na sexta, quando o Lacen comemora 69 anos. (NSC)