O advogado do chefe do Executivo estadual, Marcos Probst, protocolou junto ao ao deputado estadual Fabiano da Luz (PT), presidente da comissão especial, o pedido de adiamento da sessão por volta das 9h desta terça-feira (13).
Outro requerimento foi realizado às 9h09 pela deputada Paulinha (PDT), onde pedia o adiamento da votação por cinco sessões.
“Quero relembrar qual a razão que nos trouxe o processo. Se temos fatos que modificam as acusações, temos que ter um tempo de parar e analisar sob pena de cometer uma injustiça. Estou pedindo um prazo regimental. Precisamos conhecer todos os fatos para nos manifestarmos com tranquilidade. Esse processo continua fazendo com que Santa Catarina sangre, e se for injusto?”, indagou a parlamentar.
O deputado Kennedy Nunes (PSD) contestou Paulinha, dizendo que o Gaeco já havia esclarecido a manifestação do governador, dizendo que o material enviado ao STJ sobre a fraude dos respiradores, nada tem a ver com a documentação citada nas conversas do advogado Leandro Barros.
A votação de ambos os pedidos foi realizada junta. Confira os votos a favor e contra o adiamento:
- Ada de Luca (MDB): CONTRA
- Valdir Cobalchini (MDB): CONTRA
- Ana Campagnolo (PSL): CONTRA
- Paulinha (PDT): A FAVOR
- Kennedy Nunes (PSD): CONTRA
- Marcius Machado (PL): CONTRA
- Nazareno Martins (PSB): CONTRA
- Sergio Motta (Republicanos): CONTRA
A deputada Paulinha acabou se retirando do local antes da leitura do relatório. “Estamos sendo injustos, por causa de um prazo de cinco sessões. Já está tudo decidido, vou para o meu gabinete”, alegou a parlamentar.
Entenda a situação
O segundo pedido de impeachment contra Carlos Moisés, e a vice, Daniela Reinehr (sem partido), passa pela primeira votação na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina). Com a negativa da comissão especial ao pedido de adiamento, a tendência é que a votação tenha início por volta das 12h.
O pedido em questão envolve a compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões, pagos antecipadamente e sem garantias pelo governo de Santa Catarina durante a pandemia.
Dos 200 equipamentos, apenas 50 chegaram ao Estado e eram de um modelo diferente, que não serviu para pacientes com Covid-19 em UTIs. (Informações ND Mais)



