Em abril, a expectativa é receber outras 8 milhões de doses importadas da Índia e, em maio, é esperado o último lote com 4 milhões de unidades.
No último dia 5, a Precisa Medicamentos apresentou pedido de autorização de pesquisa clínica de fase 3 para a vacina Covaxin no Brasil. Naquela mesma semana, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou mudanças no guia para uso emergencial de vacinas contra a covid-19, incluindo o fim da exigência de que haja estudos de fase 3 sendo feitos no Brasil para que a agência conceda a autorização emergencial.
Mesmo sem a autorização para uso emergencial ou registro para aplicação da vacina, a Covaxin está no caminho para a liberação. A Anvisa já anunciou que, em março, vai inspecionar a fábrica da vacina Covaxin na Índia —a vistoria faz parte do processo de obtenção de autorização.
O contrato assinado pelo Ministério da Saúde tem investimento total de R$ 1,6 bilhão. Além da Covaxin, o Brasil tem acordos para receber doses da CoronaVac, Oxford/AstraZeneca e também pelo consórcio Covax Facility, da OMS (Organização Mundial da Saúde).
Segundo a pasta, para agilizar o processo de compra de novas doses de vacina, foram publicadas portarias que dispensam o uso de licitação para a compra dos imunizantes —até então uma exigência. A iniciativa foi tomada na semana passada.
Desde o início da vacinação no Brasil, o governo distribuiu cerca de 15 milhões de doses. Até julho, a previsão é enviar mais de 200 milhões de doses para os estados, imunizando, assim, 50% da população brasileira.
Veja abaixo o cronograma da Covaxin:
- Março: 8 milhões de doses entregues em dois lotes entre 20 e 30 dias após assinatura do contrato;
- Abril: 8 milhões de doses entregues também em dois lotes após 45/60 dias da assinatura do contrato;
- Maio: 4 milhões de doses entregues 70 dias após assinatura do contrato.