Acusado de matar a tiros a mulher de 21 anos em Jaborá é condenado a mais de 17 anos de prisão

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Catanduvas – Depois de 12 horas de julgamento foi proferida a sentença do júri popular de Disnei Scopel, acusado de matar a mulher em Jaborá no dia 15 de novembro de 2015. O julgamento iniciou por volta das 9h e encerrou às 21h no fórum de Catanduvas.

Scopel foi condenado à pena de 17 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. Ele foi julgado pelo crime de feminicídio, o primeiro caso na comarca, pela morte de Tatiane Aparecida Pimentel, 21 anos.

O júri foi presidido pelo juiz José Adilson Bittencourt Júnior. Na acusação atuou o promotor de justiça Flávio Fonseca Hoff e como assistente de acusação a advogada Maria Helena Cerino. Na defesa do réu atuaram os advogados Mônia Kitiane Tonial e Robinson Andrei Gotardo.

Scopel foi condenado pelo crime de feminicídio e o porte ilegal de arma de fogo e munições (14 anos por feminicídio e 3 anos e seis meses pelo crime de arma de fogo). A tese apresentada pela promotoria pública e pela assistente de acusação convenceram o corpo de jurados formado por três homens e quatro mulheres. “Foi uma grande vitória”, resume a advogada Maria Helena Cerino.

O momento mais emocionante foi quando o promotor apresentou em um telão imagens da cena do crime juntadas no processo que mostraram os pontos em que os tiros atingiram Tatiane. O que acertou a cabeça, conforme o promotor, teria sido disparado a uma distância máxima de 30 centímetros. Nesse momento familiares da vítima entraram em prantos. Já a advogada Maria Helena Cerino argumentou com base nas provas e laudos periciais que Tatiane foi executada sumariamente.

No dia do crime um silenciador embutido ao rifle calibre 22 foi utilizado pelo réu. A vítima foi morta com três tiros, conforme laudo pericial. Um tiro atingiu a região abdominal, o outro a coxa e o terceiro a cabeça.

Após o crime, ele fugiu e se apresentou alguns dias depois. Foi liberado, já que havia passado o período de flagrante, mas foi preso horas depois a pedido da Polícia Civil. O acusado disse que houve um desentendimento entre o casal e após isso o assassinato. O casal já tinha histórico de brigas, conforme boletins de ocorrência e relatos de vizinhos.

Familiares da vítima acompanharam o julgamento usando camisetas brancas com a foto de Tatiane. Os pais de Tatiane não participaram devido ao abalo emocional. Ele continuará recolhido ao presídio regional de Joaçaba.