A delação premiada dos dirigentes da JBS chegou a Santa Catarina. Em nota o governador contesta as declarações.
O governador Raimundo Colombo (PSD) e o secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, teriam recebido ao menos R$ 10 milhões da empresa JBS.
Em acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República, o diretor da empresa, Ricardo Saud, conta que os valores, foram para a campanha de 2014.
A empresa teria intenção de comprar a Casan através de um braço de construção civil da gigante do setor alimentício. Encontros entre Joesley Batista, sócio da JBS, teriam ocorrido em meados de 2013, mesma época da compra da Seara.
Em delação realizada em 5 de maio deste ano para procuradores da Lava-Jato, Ricardo Saud afirma que a JBS teria se aproximado do governo de Santa Catarina em 2013, durante o processo de venda da Seara.
Na época, a empresa de alimentos foi vendida por R$ 5 bilhões e 800 milhões de reais para o grupo JBS.
Na prestação de contas declarada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Colombo recebeu nas eleições de 2014 R$ 3.882.307,47 da JBS S/A e da Seara Alimentos. As doações foram feitas via Direção Estadual ou Distrital do partido.
Na tarde desta sexta-feira, em nota à imprensa o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, contesta as declarações feitas pelo delator da JBS sobre doações relativas à campanha eleitoral de 2014.
Na nota o governador ressalta que a empresa, conforme a legislação eleitoral vigente, fez doações ao diretório nacional do PSD, que repassou para a campanha do partido em Santa Catarina.
Por fim, a nota ilustra que a doação feita pela JBS foi dentro da legislação eleitoral de forma oficial na conta bancária do partido e está registrada na prestação de contas apresentada e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral.







