O presidente Jair Bolsonaro (PL) destinou grande parte de sua transmissão ao vivo nas redes sociais desta quinta-feira (27) para revelar ações de governos anteriores. Bolsonaro escalou o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, para comentar casos de mau uso de dinheiro público no banco, durante governos petistas, entre os quais o episódio em que Cuba deu charutos ao Brasil como garantia de um empréstimo.
Segundo Montezano, o BNDES emprestou R$ 3,6 bilhões para Cuba e obteve charutos como garantia. “Cuba deixou em garantia recebíveis de venda de charuto doméstico. Se não pagasse, o governo brasileiro iria lá em Cuba penhorar a venda de charuto”, afirmou o presidente do BNDES na live. O negócio teria ocorrido em 2010.
Bolsonaro e Montezano também citaram empréstimos concedidos à JBS, que teria usado a verba para financiar campanhas eleitorais. “Foram fantásticos em obras fora do Brasil, em especial (para) ditaduras”, disse o presidente sobre programas de crédito em governos petistas. “Eu tenho certeza que o BNDES fez coisa além do que deveria fazer como, por exemplo, obras no exterior. Eu vou citar algumas obras aqui: Angola, Cuba, Equador, Venezuela. Que tipo de obras? Hidrelétricas. Temos problema de hidrelétrica. Poderia ter feito essas obras no Brasil, mas foi feito fora”, completou.
Na transmissão ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro também afirmou que irá ao Rio Grande do Norte, na primeira semana de fevereiro, para inaugurar a última fase da transposição do Rio São Francisco. O presidente estará ao lado do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, pré-candidato ao Senado.








