Em um claro desafio aos EUA, a China se juntou nesta sexta-feira (4), à Rússia contra a expansão da Otan, um passo significativo no apoio a Moscou dado pelo próprio presidente chinês, Xi Jinping, que se reuniu com o russo Vladimir Putin antes da abertura dos Jogos de Inverno, em Pequim.
No encontro, os dois se comprometeram com uma “aliança sem limites” e concordaram
Chineses e russos sempre tiveram uma relação conturbada. Depois de uma aproximação entre Mao Tsé-tung e Josef Stalin, nos primeiros anos após a revolução comunista na China, os dois países foram se afastando, principalmente a partir das reformas adotadas por Nikita Kruchev, sucessor de Stalin na União Soviética, em 1956.
APROXIMAÇÃO
Mao temia que a abertura chegasse à China e se ressentiu quando Moscou se aliou à Índia, rival de Pequim, durante a Guerra Fria. Os dois países chegaram a ensaiar uma guerra, em 1969, rapidamente contida. A relação chegou ao ponto mais baixo quando os EUA, governados por Richard Nixon, se aproximaram da China comunista, nos anos 70.
Agora, os interesses de Rússia e China parecem convergir em muitos aspectos. Xi acusa os EUA de incentivarem protestos em Hong Kong, a independência de Taiwan e interferirem em assuntos internos, como no tratamento dado à minoria uigur na província chinesa de Xinjiang. Já Putin diz que os americanos desempenham um papel desestabilizador semelhante na Ucrânia e reclama do avanço da Otan na direção de suas fronteiras.
Isso explica o teor do comunicado conjunto apresentado nesta sexta-feira (4).








