A Polícia Civil apurou que, no mínimo, 47 pessoas estavam sobre a ponte pênsil entre Torres, no litoral norte gaúcho, e Passo de Torres, no sul catarinense, quando houve o acidente em que um jovem morreu. O delegado da cidade gaúcha, Marcos Veloso, acredita que o número possa ser maior: ele avalia que havia entre 60 e 80 pessoas na travessia na madrugada do dia 20 de fevereiro.
Duas semanas após o acidente, a investigação da Polícia Civil do RS ainda ouvirá mais pessoas e aguarda a resposta de perguntas complementares feitas ao Instituto-Geral de Perícias (IGP). O órgão informou que ainda não há prazo para a conclusão das análises.
— O fato é complexo, envolve diversos delitos, como lesões corporais e homicídio culposo — destaca Veloso.
Um dos desafios é verificar o nexo de causalidade entre possíveis condutas — ou omissões — de agentes públicos e o acidente. Por isso, documentos ainda são buscados para que sejam incluídos no inquérito.
A apuração da polícia de Passo de Torres também tem uma série de lacunas a serem preenchidas. Conforme o delegado Maurício Pretto, ainda são esperadas respostas por parte da prefeitura, que estaria dentro do prazo para fornecer as informações.
Pretto também explicou que diligências são feitas para identificar a embarcação que colidiu com a ponte em 2 de fevereiro. Esse acidente pode ter contribuído para enfraquecer a estrutura da travessia.
— Esperamos documentos da prefeitura e da Capitania dos Portos. Também buscamos imagens, pois há publicação em redes sociais desse acidente com a embarcação. Queremos identificar quem estava no barco e coletar depoimentos — explicou Pretto.
As polícias também querem saber como foi determinada a capacidade de 20 pessoas simultaneamente sobre a travessia, além de detalhes sobre as manutenções, que eram de responsabilidade das duas prefeituras. (GauchaZH)



