Começam nesta segunda-feira (24), na 3ª Vara Criminal do Foro da Comarca de Alvorada, na Região Metropolitana, as audiências do caso Mirella Dias Franco. Em maio de 2022, a criança de 3 anos foi levada já morta pela mãe e pelo padrasto para receber atendimento médico no município. O Conselho Tutelar teria recebido denúncias contra a dupla por agressões à menina, mas o servidor responsável por apurar o caso não teria feito nada, de acordo com o Ministério Público (MP).
Os réus Lilian Dias da Silva e Anderson Borba Carvalho Júnior estão presos preventivamente desde junho de 2022. Eles foram acusados de ”tortura qualificada pelo resultado morte”. O outro réu é o conselheiro tutelar Leandro Brandão, que responde em liberdade pelos crimes de omissão na apuração dos crimes de tortura, falsidade ideológica e falso testemunho.
A advogada Arima da Cunha Pires, que representa Anderson Borba Carvalho Júnior, afirma que está ”aguardando a instrução para que possa se manifestar de uma forma concreta” e que ”espera que tudo seja esclarecido e que a Justiça seja feita”.
A advogada Naira Pereira Jimenez, que defende o réu Leandro Brandão, e o advogado Jefferson William de Freitas Farias, que representa a ré Lilian Dias da Silva, não retornaram os contatos do g1 até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), serão ouvidas 24 testemunhas de acusação e 19 testemunhas de defesa. Após essa etapa, será realizado o interrogatório dos réus e a fase de debates orais. As audiências serão presididas pelo Juiz de Direito Alexandre Del Gaudio Fonseca. (Veja abaixo o cronograma previsto)
- 24/4 (segunda-feira) – serão ouvidas 12 testemunhas de acusação;
- 25/4 (terça-feira) – serão ouvidas 12 testemunhas de acusação;
- 26/4 (quarta-feira) – serão ouvidas 19 testemunhas de defesa;
- 27/4 (quinta-feira) – interrogatório dos três réus e debates orais.
(g1)









