A estudante de jornalismo Maria Eduarda Brechane, 19, Miss Rio Grande do Sul, foi eleita nesta noite a 69ª Miss Universo Brasil, em São Paulo. Ela vai representar o Brasil no Miss Universo 2023, que vai ser em El Salvador. O concurso aconteceu no Pátio Welucci, na zona sul da capital paulista. O segundo lugar ficou com a Miss Mato Grosso, Bárbara Reis. O terceiro lugar foi da Miss São Paulo, Vitória Brodt. Houve vaias da torcida quando ela saiu da disputa, enquanto outra parte do público gritava por Mato Grosso, que ficou com o vice.
Ao chegar no Top 3, Maria Eduarda teve a chance de discursar sobre um tema específico e o seu foi educação. Ela iniciou a fala exaltando o papel da educação em sua vida: “Foi a educação que me trouxe aqui, que me abriu portas, horizontes, a ela eu sou muito grata. Tive o privilégio de ter um bom estudo e por isso me questionei muitas vezes: como eu posso fazer com que as minhas experiências, a minha vivência, os meus sonhos ajudem o próximo?”.
Ela então decidiu criar um projeto social: “Com 15 anos iniciei o meu primeiro projeto social trabalhando em escolas, levando a importância da educação e nunca mais parei. Hoje, aos 19 anos, eu sigo com as minhas palestras mostrando o quanto isso amplia a nossa vida e o quanto a educação, a cultura e o esporte, mudam realidades, porque isso aconteceu comigo. Se a educação pode te trazer ao Miss Brasil, ela pode nos levar até o universo”, concluiu. Já na etapa das perguntas, ela respondeu sobre como as misses podem utilizar sua influência e plataforma para combater o ódio nas redes sociais e promover um ambiente online mais seguro e inclusivo para todas as pessoas. É muito importa.
O concurso Após confinamento iniciado na última segunda-feira (3) e etapas como preliminar e entrevistas para avaliação, a final do Miss Brasil 2023 começou neste sábado (8) com mais de 30 minutos de atraso. Quando finalmente a transmissão foi iniciada, todas as 27 candidatas se apresentaram ao som de ritmos brasileiros.
Na sequência, a primeira eliminatória formou um Top 16 com os seguintes estados: DF (Thayná Lima), PE (Maria Erivânia), CE (Beatriz Militão), RN (Giovanna Maria França), SC (Sasha Benner Bauer), AL (Ruth Raphaela), AP (Alessandra Barcellos), AM (Alice Casanova), MT (Bárbara Reis), RS (Maria Eduarda Brechane), PR (Mariana Becker), TO (Victória Guarda), SP (Vitória Brodt), GO (Renata Guerra), PA (Milena Gomes) e SE (Gabriela Botelho).
Após desfilarem de vestido de gala, este foi o Top 7 anunciado: Pará (Milena Gomes), Mato Grosso (Bárbara Reis), Sergipe (Gabriela Botelho), Rio Grande do Sul (Mariana Brechane), São Paulo (Vitória Brodt), Goiás (Renata Guerra) — escolhidas pelo júri; e Amazonas (Alice Casanova), escolhida a sétima finalista por voto popular. Todas desfilaram de maiô.
Por fim, o Top 3 de finalistas foi composto por: Miss São Paulo, Vitória Brodt; Miss Mato Grosso, Bárbara Reis; e a Miss Rio Grande do Sul, Maria Eduarda Brechane. O júri foi composto por nomes como Leila Lopes, Miss Angola eleita Miss Universo 2011 em São Paulo; a modelo e apresentadora Renata Kuerten; Julia Horta, Miss Brasil 2019 e Top 20 no Miss Universo; a jornalista Mônica Salgado; e o joalheiro Miguel Alvade, que criou a coroa deste ano que homenageou a primeira Miss Universo brasileira, Ieda Maria Vargas, que subiu no palco do concurso.
A capixaba Mia Mamede, Miss Brasil 2022, falou em entrevista a Splash suas expectativas para a sucessora: “Minhas expectativas são as melhores, porque eu vejo que a cada ano que se passa as candidatas estão chegando mais preparadas, mais fortes e completas, entendendo que realmente não é só sobre beleza”, afirma. Ela ainda deu uma dica para a sucessora: “É o autoconhecimento que vai te dar o discernimento de escolher a porta certa e o autodesenvolvimento que dá as ferramentas para atravessar. Independente do resultado, você volta a melhor versão de si, aquela que você pode se orgulhar e todas as conquistas e habilidades serão úteis”. (UOL)




