Marau – Uma mulher vítima de violência doméstica simulou um pedido de pizza para pedir socorro à polícia, pois estava sendo agredida pelo companheiro. O caso ocorreu na noite de segunda-feira (06) em Marau, no Norte do Rio Grande do Sul.
Por volta das 23h30, na Rua Irineu Ferlin, no centro do município, a mulher ligou para o telefone 190 e, disfarçando a situação, fez parecer que estava realizando um pedido de pizza. Ela não podia falar abertamente ao telefone para pedir ajuda, pois estava sendo agredida pelo companheiro.
Durante a ligação, a vítima passou informações e o endereço de onde estava. Minutos depois, uma guarnição da polícia compareceu ao local e efetuou a prisão em flagrante do agressor.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico e, posteriormente, à Delegacia de Polícia para registrar o ocorrido.
Como denunciar violência doméstica
Os casos de violência doméstica que viram processos no Poder Judiciário começam em diferentes canais do sistema de justiça, como delegacias de polícia (comuns e voltadas à defesa da mulher), disque-denúncia, promotorias e defensorias públicas.
Disque 180
O Disque-Denúncia foi criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Os casos recebidos pela central são encaminhados ao Ministério Público.
Disque 100
O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos pois atende também graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante. O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.
As ligações podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem gratuita, de qualquer terminal telefônico fixo ou móvel (celular), bastando discar 100.
Polícia Militar (190)
A vítima ou a testemunha pode procurar uma delegacia comum, onde deve ter prioridade no atendimento ou mesmo pedir ajuda por meio do telefone 190. Nesse caso, vai uma viatura da Polícia Militar até o local. Havendo flagrante da ameaça ou agressão, o homem é levado à delegacia, registra-se a ocorrência, ouve-se a vítima e as testemunhas. Na audiência de custódia, o juiz decide se ele ficará preso ou será posto em liberdade.
Delegacia da Mulher
Um levantamento feito pelo portal Gênero e Número, mostra que existem apenas 21 delegacias especializadas no atendimento às mulheres com funcionamento 24 horas em todo o país. Dessas, só São Paulo e Rio de Janeiro possuem delegacias fora das capitais. (Site Terra)





