Caso suspeito de dengue em Ouro deixa comunidade em alerta

Plantão

Santa Catarina já tem 5.897 casos prováveis de dengue. Na comparação com o mesmo período do ano 2023, observa-se um aumento de 646,5% no número de casos prováveis da doença.

Até o momento foi confirmado um óbito por dengue, na cidade de Joinville, e quatro permanecem em investigação pelas Secretarias Municipais de Saúde, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde, nos municípios de Araquari, Florianópolis, Garopaba e São Francisco do Sul.

A Agente de Endemias de Ouro, Eliane de Quadros, trouxe um panorama da situação da dengue no município.

Ela, destacou que, ao longo dos anos, têm sido observados poucos focos da doença, mas agora a situação está mudando. Ela alertou que os focos estão aumentando, mesmo quando a população parece relaxar em relação aos cuidados preventivos.

Os casos já foram registrados em municípios vizinhos, como Capinzal, Zortéa, Piratuba, Ipira, Joaçaba, Herval D’Oeste e Luzerna, todos com infestação de mosquitos. Embora nem todos tenham registrado casos da doença, a proximidade geográfica torna a prevenção ainda mais importante.

Eliane destacou que um paciente que esteve em Joaçaba, onde casos de dengue já foram confirmados, está sob suspeita. A amostra de sangue foi coletada e enviada para análise, cujo resultado deve ser divulgado em breve.

O LACEN é o único laboratório oficial responsável por contabilizar os casos de dengue nas estatísticas, enquanto outros laboratórios particulares realizam testes, mas os resultados não são incluídos nos registros oficiais.

A comunidade é chamada a se conscientizar sobre os cuidados necessários para evitar a propagação da doença. Medidas simples, como eliminação de focos de água parada, uso de repelentes e atenção aos sintomas, podem fazer toda a diferença.

Com o carnaval se aproximando, é importante redobrar os cuidados, visto que períodos festivos aumentam a circulação de pessoas e, consequentemente, o risco de transmissão da dengue. A prevenção é fundamental para evitar uma possível epidemia.

Diante dessa nova realidade, é imprescindível que cada cidadão faça a sua parte, contribuindo para a proteção de si mesmo e de toda a comunidade. A conscientização e a ação coletiva são as maiores armas contra essa doença grave e silenciosa.