O Brasil registrou, no primeiro trimestre de 2025, a maior fuga de dólares de sua história, com uma saída líquida de US$ 15,8 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Esse valor supera o recorde anterior de US$ 13,7 bilhões, registrado no primeiro trimestre de 1999, período marcado pela maxidesvalorização do real.
Apenas em março de 2025, a saída líquida de dólares foi de US$ 8,3 bilhões, evidenciando a intensificação do fluxo negativo.
Especialistas atribuem essa evasão de capitais a fatores como a deterioração fiscal e a incerteza econômica. Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, destaca que a política fiscal expansionista tem elevado a inflação e demandado juros mais altos, o que contribui para a saída de recursos do país.
Em 2024, o Brasil já havia registrado uma saída líquida de US$ 18 bilhões, a terceira maior da série histórica, iniciada em 1982. Esse movimento foi impulsionado principalmente pelo fluxo financeiro, com destaque para investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior.
A continuidade dessa tendência em 2025 acende um sinal de alerta para a economia brasileira, indicando a necessidade de medidas que promovam a estabilidade fiscal e reconquistem a confiança dos investidores.



