A Justiça do Rio de Janeiro negou, de maneira unânime, nesta semana o recurso do Clube de Regatas Flamengo para incluir a empresa NHJ do Brasil na ação sobre as indenizações às vítimas do incêndio no Ninho do Urubu. A tragédia matou dez jovens da equipe da base em 2019, entre eles os catarinenses Bernardo Pisetta, e Vitor Isaias, ambos de 14 anos.
O Flamengo alegava que os contêineres da empresa, usados como alojamento, eram inflamáveis e não atendiam às normas de segurança, sendo a verdadeira causa do acidente.
Segundo a decisão do Tribunal de Justiça do Rio, a defesa tentava transferir a responsabilidade para a empresa, o que foi negado pela primeira vara Cível da Barra da Tijuca.
Assim, o Flamengo segue como único responsável pelo processo conduzido pelo Ministério Público do Rio e pela Defensoria Pública, que pede a interdição do CT até que esteja em segurança e haja garantia de recursos para indenizações às vítimas.
Flamengo ainda luta na Justiça
Na esfera criminal, em maio, o Ministério Público do Estado pediu a condenação de todos os acusados pelo crime de incêndio culposo. O órgão ouviu mais de 40 testemunhas durante mais de três anos desde o oferecimento da denúncia. O caso ainda não foi finalizado e os envolvidos não foram punidos com sentenças.
No dia 8 de fevereiro de 2019, os jovens dormiam em um contêiner no Ninho do Urubu quando o fogo começou. A suspeita é de que o incêndio tenha sido causado por um curto-circuito no ar-condicionado. A tragédia deixou dez mortos e três feridos.
Bernardo Pisetta era goleiro e sua família reside em Indaial, na região de Blumenau. Vitor Isaias era de Florianópolis e chegou a jogar futsal na base do Figueirense.






