Jovens carbonizados em carro: 4 viram réus por execução brutal em SC

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Quatro pessoas acusadas de envolvimento em um homicídio quádruplo em São João Batista, na Grande Florianópolis, viraram rés. O crime ocorreu em maio deste ano. Quatro jovens foram executados e carbonizados em um carro.

Conforme a investigação, a execução teria sido cometida por dois homens, que deram golpes com faca, pedras e pedaços de madeira nas vítimas. Após as mortes, outras duas pessoas teriam fornecido apoio, cedendo veículo, combustível e suporte para o transporte e incineração dos corpos.

Entre os denunciados, dois réus estão presos: um em Taquara, no Rio Grande do Sul, e outro em Tijucas, na Grande Florianópolis. Um acusado responde em liberdade e uma mulher está foragida.

A investigação da Polícia Civil chegou a apontar a participação de seis pessoas no crime. O sexto homem suspeito de envolvimento na execução foi preso no dia 15 de setembro.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público ao Poder Judiciário, contudo, trata apenas de quatro réus. Agora, será iniciada a ação penal e, ao final, se houver indícios de autoria ou participação dos réus no crime, serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

“Este é um caso que choca pela crueldade e pelo desprezo à vida humana. O Ministério Público está empenhado em assegurar que todos os envolvidos sejam levados a julgamento e responsabilizados na medida da lei”, destaca a promotora responsável pelo caso, Ana Luisa de Miranda Bender Schlichting.

“Este é um caso que choca pela crueldade e pelo desprezo à vida humana. O Ministério Público está empenhado em assegurar que todos os envolvidos sejam levados a julgamento e responsabilizados na medida da lei”, destaca a promotora responsável pelo caso, Ana Luisa de Miranda Bender Schlichting.

Acionados, os bombeiros encontraram um carro em chamas e, após apagarem o incêndio, constataram a presença de quatro corpos carbonizados no interior do veículo.

Segundo a Polícia Civil, os quatro homens foram mortos em outro local, a cerca de dois quilômetros de onde os corpos foram encontrados, perto de um ponto de tráfico de drogas.

A investigação também sugere que os corpos foram desmembrados. Os suspeitos teriam transportado as vítimas no Corsa Classic e ateado fogo no veículo para tentar ocultar o crime.

Uma das vítimas estava com a cabeça decapitada quando foi encontrada dentro do veículo. A investigação observou que o crime teria sido praticado de forma cruel, por motivo fútil e mediante surpresa, impossibilitando qualquer reação dos quatro jovens.

Uma das vítimas se chamava Gabriel de Azevedo Pereira, de 19 anos, natural de Tijucas e morador de São João Batista. Segundo a Polícia Civil, ele tinha passagens policiais por tráfico de drogas.

O segundo jovem morto se chamava Gabriel Salomão de Sousa, de 20 anos, também natural de Tijucas e morador de São João Batista. Conforme a investigação, ele tinha uma passagem por um crime de menor potencial ofensivo.

Já a terceira vítima do quádruplo homicídio se chamava Guilherme Vinicius Bittencourt, de 18 anos. Ele era natural de Gravataí, no Rio Grande do Sul, e morava em São João Batista. O jovem tinha uma passagem policial por crime contra o patrimônio.

A quarta vítima do crime foi Tieisson Ramon de Oliveira, de 36 anos. Natural de Estância Velha, na região Metropolitana do Rio Grande do Sul, ele residia no município no qual as execuções aconteceram.

A investigação aponta que Tieisson, dependente químico, pode ter sido a vítima principal, com os outros jovens no local por coincidência. O crime teria sido motivado por um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas.