A precisão matemática do Excel, software utilizado diariamente por milhões de estudantes, professores e profissionais ao redor do mundo, voltou a ser questionada. O professor catarinense Rafael Alberto Gonçalves, 52 anos, de Jaraguá do Sul, publicou um novo artigo internacional apontando inconsistências estruturais do programa em operações aritméticas fundamentais e defende que a persistência do erro extrapola a tecnologia, comprometendo a educação global.
Professor de SC publica novo artigo que aponta falhas matemáticas no Excel
O estudo, intitulado “ARITHMETIC IN EXCEL: MICROSOFT’S SILENCE ON. GLOBAL EDUCATION” (“Aritmética no Excel: o silêncio da Microsoft diante da educação global”), reúne testes práticos, comparações com outras plataformas e demonstra como o Excel falha em aderir a princípios matemáticos elementares como multiplicação por zero, divisão por zero, ordem de precedência e propriedades algébricas. Em todos os casos, a planilha retorna resultados numericamente incorretos sem qualquer alerta, aviso ou erro visível ao usuário, o que amplia o risco de que a discrepância seja assimilada como verdade.
Para Rafael, que pesquisa o tema há mais de 20 anos, o problema deve ser classificado como pedagógico:
“Quando um erro matemático aparece como se fosse um resultado válido, o estudante não erra sozinho, ele aprende errado”, afirma.
Exemplos de falhas matemáticas no Excel apontados no artigo

Crítica com proposta e solução
Diferente de uma simples denúncia técnica, o professor propõe uma solução educativa e técnica: inclui em seus artigos formas corretivas, o uso adequado de parênteses, comparações de precisão com outras plataformas (como Google Sheets e LibreOffice) e recomenda treinamento docente para mitigar a reprodução do erro em sala de aula.
Ensinar com Excel é diferente de calcular com Excel
O artigo argumenta que o problema se agrava pela ausência de um posicionamento oficial sobre as inconsistências. Ao mesmo tempo, a própria ferramenta de IA da empresa, o Copilot, reconhece algumas das falhas que o código legado do Excel mantém. “Quando a inteligência artificial sabe que está errado, mas o software continua afirmando que está certo, temos um problema educacional”, argumenta Rafael. O autor mantém também o perfil em inglês Excel & Education no Tik Tok, onde ensina conceitos matemáticos aplicados a planilhas e já ultrapassa 7 mil seguidores. (Visor Notícias)


