Cão fiel permanece ao lado do dono após mal súbito no interior de Campos Novos

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Um episódio comovente de lealdade animal emocionou os moradores da comunidade de Guarani, no interior de Campos Novos, em 31 de outubro.

O agricultor Névio, morador da região e conhecido pelo trabalho no campo, foi encontrado sem vida próximo a uma cerca de sua propriedade. Ao lado do corpo, permanecia o seu fiel companheiro, um cachorro caramelo chamado ‘Lipe’ que se recusava a deixar o local.

Segundo informações de sua esposa Amélia, Névio havia saído pela manhã montado em sua égua para verificar uma cerca e cortar o mato que crescia próximo a ela. O céu estava nublado, e ele, como de costume, levava o chapéu de palha e contava com a companhia do cão.

Quando o agricultor não retornou para o almoço, a esposa ficou preocupada e pediu ajuda ao vizinho Fábio, que saiu em busca do amigo.

Na segunda tentativa de procura, Fábio encontrou a égua amarrada e, a poucos metros, avistou o cachorro sentado, imóvel. Ao se aproximar, percebeu que o animal vigiava o corpo do dono, que havia sofrido um provável infarto enquanto trabalhava.

“Ele não deixava ninguém chegar perto. Rosnava baixinho, como se estivesse protegendo o patrão”, relatou o vizinho. Segundo testemunhas, o cão permaneceu ao lado do corpo até a chegada do socorro e só retornou para casa no dia seguinte.

A história rapidamente se espalhou pela comunidade, comovendo familiares, amigos e vizinhos. Todos destacam a dedicação e o amor que ‘Totó’, demonstrava por Névio, acompanhando-o em todas as atividades diárias no campo.

“Era um companheiro de verdade. Onde o Névio ia, ele estava junto. Fiel até o último momento”, contou um familiar.

O episódio serviu de lembrança para os moradores da região sobre o vínculo profundo que pode existir entre humanos e animais.

Na comunidade do Guarani, muitos comentam que, Névio fará muita falta na comunidade, pois era uma pessoa humilde e muito prestativo com todos e que o silêncio do campo parece carregar a presença dos dois amigos — o homem e seu cão fiel. (Cleusa Boff/Jornal Celeiro)