Santa Catarina registrou 37 salvamentos por afogamentos entre 15 de dezembro de 2025 e 12 de janeiro de 2026. Foram registradas cinco mortes em água doce, todas em áreas não guarnecidas. Em praias, foram seis óbitos no período. Os dados foram divulgados pelo Corpo de Bombeiros na terça-feira (13).
Ao todo, foram realizados 1.002 salvamentos no mar. Destes, 627 envolvem homens, com idade média de 25 anos. O número representa uma redução de 48,5% ao ano anterior, quando foram contabilizadas 1.986 ocorrências ao todo.
Segundo a corporação, a queda está diretamente ligada ao aumento expressivo das ações preventivas. Neste ano, foram realizadas 7 milhões de intervenções de prevenção, contra 6 milhões em 2024 — um crescimento de quase 20% no contato direto com banhistas.
As ações envolvem alertas sobre áreas perigosas, orientações sobre bandeiras e corrente de retorno. A comparação entre os dois períodos também revela uma queda significativa nos arrastamentos por corrente de retorno – de 1.941 para 985 casos.
Entre os casos mais recentes de afogamentos, um jovem de 22 anos morreu afogado em água doce na cidade de Passo de Torres, no Extremo Sul de Santa Catarina, no sábado (11). No final do ano passado, em 30 de dezembro, um idoso morreu afogado na Praia do Perequê, em Porto Belo, Litoral Norte de Santa Catarina.
Além das ocorrências nas águas, foram registradas cerca de 400 casos de crianças perdidas nas praias da Grande Florianópolis entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026.
Salvamentos em rios e praias: homens concentram maioria dos casos em SC
Apesar da diminuição geral, o comportamento de risco ainda predomina entre jovens do sexo masculino. Eles continuam sendo o principal grupo de vítimas de salvamentos e também concentram o maior número dos óbitos registrados tanto em 2024/2025 quanto em 2025/2026.
Para os bombeiros, isso reforça a necessidade de campanhas educativas específicas voltadas a esse público, que costuma superestimar a própria capacidade de nado e ignorar sinalizações.
“A corporação investe em campanhas, efetivo e diversos outros recursos, mas é importante que o banhista respeite a sinalização e as orientações dos guarda-vidas nas praias”, destaca o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Fabiano de Souza.
Afogamentos em rios e praias: veja dicas de como evitar acidentes
- Se não sabe nadar, o conselho é não entrar na água onde a mesma ultrapasse a linha do umbigo, que é uma linha segura.
- Não é recomendado pular, de cabeça principalmente, em rios e lagos;
- Não é recomendado entrar onde tem correnteza;
- Se não sabe nadar, não se arrisque, não vá além dos pontos indicados para banho;
- Procure locais onde haja salva-vidas, que são locais protegidos;
- Siga as instruções dadas pelos salva-vidas sobre correntes de retorno e fique atento ao posicionamento de bandeiras vermelhas.
(ND+)






