O corte no Carnaval de rua foi confirmado pela Prefeitura de São Paulo para a edição de 2026. A administração municipal reduziu em cerca de R$ 12 milhões os recursos destinados à infraestrutura do evento, que neste ano será custeado exclusivamente por patrocinadores privados.
De acordo com a gestão municipal, o orçamento para a operação do Carnaval de rua caiu de aproximadamente R$ 42 milhões em anos anteriores para cerca de R$ 30 milhões. A organização segue sob responsabilidade da São Paulo Turismo (SPTuris), empresa ligada ao município.
Financiamento será 100% privado
Com o novo modelo, não haverá repasse direto de recursos públicos para a estrutura do evento. O financiamento será feito por empresas patrocinadoras, responsáveis por bancar itens como banheiros químicos, gradis, ambulâncias e equipes de apoio.
Segundo a Prefeitura, a medida faz parte de um ajuste operacional e orçamentário. A administração argumenta que, em edições anteriores, alguns trajetos registraram público abaixo do esperado, o que teria motivado a reavaliação dos investimentos.
Impacto nos blocos e na economia
Apesar do corte no Carnaval de rua em relação à infraestrutura geral, o município informou que mantém apoio institucional aos blocos cadastrados, dentro das regras estabelecidas para o evento.
O Carnaval de rua de São Paulo é considerado um dos maiores do país em número de blocos e público. Em 2025, segundo dados oficiais divulgados pela Prefeitura, a festa movimentou bilhões de reais na economia local e gerou milhares de empregos diretos e indiretos nos setores de turismo, comércio e serviços.
A expectativa da administração municipal é que, mesmo com a redução orçamentária, o evento mantenha sua dimensão e impacto econômico em 2026.



