Um casal teve mandados de prisão cumpridos na tarde desta sexta-feira, (06) em Grão-Pará, no Sul de Santa Catarina. As prisões são resultado de um inquérito policial instaurado para apurar crimes sexuais praticados contra uma adolescente de 12 anos. Na ocasião, o padrasto foi detido pelo crime de estupro de vulnerável e a mãe da vítima em razão da omissão e conveniência com os abusos praticados.
O casal foi detido durante uma operação da Polícia Civil e Polícia Militar (PM). As equipes organizaram uma ação integrada e cumpriram os mandados de prisão. Segundo informações da Polícia Militar, a vítima também foi localizada no local e o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar e prestar o devido atendimento à criança. Os aparelhos celulares dos autores foram recolhidos para continuidade nas investigações.
Jucinês Ferreira, delegada responsável pelo caso, informou que o padrasto praticava atos libidinosos e conjunção carnal com a vítima de forma reiterada desde que a menina tinha 9 anos. Conforme a delegada, o ato mais recente aconteceu na última terça-feira, dia 3, quando o investigado teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir a saída da adolescente e praticar o crime.
“Segundo os relatos colhidos, a mãe foi informada sobre os abusos em diversas ocasiões. Porém, negligenciou as denúncias, tratando-as como mentira e chegando a agredir a própria filha fisicamente por relatar os fatos”, informou à delegada.
Caso foi descoberto
Conforme informações da delegada, o caso foi identificado após professoras encontrarem a adolescente em estado de desespero no banheiro da instituição de ensino, recusando-se a voltar para a casa. Além disso, Jucinês também informou que um laudo pericial realizado constatou que a violência sexual ocorria de forma sistemática há anos.
“Foi verificado também que, em 2024, já havia o registro de dois boletins de ocorrência sobre os mesmos fatos em Chapecó. Naquelas ocasiões, nada foi efetivado pois a família fugiu da localidade, o que denotou que, após tomar conhecimento dos fatos, a genitora se fez conivente para proteger o agressor e manter o ciclo de violência, que era frequente devido a lesões consolidadas”, ressaltou.
Diante da gravidade concreta e do risco à integridade da menor, a autoridade policial representou pela prisão preventiva de ambos os envolvidos. Após os procedimentos administrativos, o homem foi conduzido ao Presídio Regional de Tubarão, enquanto a mulher foi encaminhada à Central de Plantão Policial. Ambos permaneceram à disposição da Justiça. Com informações do portal Engeplus.







