RS: Produtores interrompem a colheita de arroz por falta de diesel

Política

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) se manifestou por nota, neste sábado (07), que diversos produtores do Estado têm reclamado pela não entrega, nos últimos dois dias, de combustíveis pelos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs), que levam o combustíveis para as propriedades. E a informação era de que o serviço não seria normalizado no final de semana.

“Conforme as empresas responsáveis pela distribuição de diesel nas propriedades rurais, o problema inicia nas refinarias que, sem aviso prévio ou justificativa, suspenderam a distribuição desses combustíveis”, menciona o documento assinada pelo presidente da entidade, Domingos Velho Lopes. E o problema ocorre justamente no auge da colheita do arroz e no início da operação em soja em algumas regiões do Estado.

“Eu tenho mais de 100 mensagens de produtores parados, impossibilitados de colher. E não falo nem de preço, eu estou falando nem disponibilidade de diesel no momento mais estressante que é o momento da colheita”, revelou Lopes ao Correio do Povo na noite de sábado. “A lavoura não espera. O prejuízo é iminente para o estado”, alertou.

Lavouras expostas

“A Farsul ressalta a gravidade da situação. O Rio Grande do Sul está em meio a colheita da safra de verão, em especial arroz e soja”, acrescenta a nota.

“O atraso no trabalho faz com que as lavouras fiquem expostas a intempéries em um estado que já vem sofrendo volumoso prejuízo pelo acúmulo de perdas em razão de eventos climáticos, impactando em toda economia gaúcha.”

O dirigente informou não saber o porquê na interrupção. “Dizem que essa questão da guerra. Mas 80% do diesel e da gasolina é produção interna do Brasil, e 20% vem de fora. Então, teria desorganizado a cadeia, mas não pode ser só isso”, afirmou. “Se 80% é produzido internamente, entrega 80%… Agora não entregar nada… tem algo errado que nós precisamos saber o que que está acontecendo.. A gente não descobriu ainda dentro do elo da cadeia onde está o problema”, acrescentou. “Eu sei que os TRRs não estão podendo carregar e, consequentemente, os produtores não têm condições de ter o produto.”

Conforme a entidade, em busca por uma “solução urgente e imediata”, a Farsul acionou seu Departamento Jurídico para que sejam tomadas as medidas para a normalização dos serviços de entrega de combustíveis às propriedades rurais com o objetivo de resolver o problema o mais rápido possível.

“A Federação também já solicitou ao Governo do Estado para atuar junto ao Ministério de Minas e Energia para que a situação não se torne ainda mais difícil, tendo resposta imediata de ação por parte do Executivo Estadual”, acrescenta.

“A Farsul está vigilante quanto ao problema e seguirá monitorando a situação e tomando todas as medidas legais cabíveis para solucionar a questão da forma mais rápida e eficiente. A Federação pretende, assim, evitar eventuais prejuízos ao setor agropecuário do Rio Grande do Sul.” (Correio do Povo)