Movimentações suspeitas envolvendo o executivo Daniel Vorcaro vieram à tona após um alerta do Banco Central do Brasil ao Ministério Público Federal em julho de 2025, revelando possíveis crimes financeiros e vazamento de dados sigilosos.
O Banco Central comunicou ao MPF, em 15 de julho de 2025, indícios de irregularidades no Banco Master. A suspeita envolvia a cessão de créditos inexistentes ao Banco de Brasília, o que pode configurar crime financeiro.
A legislação brasileira obriga órgãos como o BC a reportarem possíveis crimes de ação pública. Esse alerta inicial foi essencial para dar início a uma investigação mais ampla sobre o caso. As informações são da coluna Malu Gaspar, no jornal O Globo.
Segundo informações do jornal O Globo, as investigações apontam que o sistema do MPF foi acessado irregularmente em 23 de julho de 2025. No dia seguinte, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, enviou documentos confidenciais diretamente a Vorcaro.
Entre os arquivos estavam procedimentos sigilosos, incluindo o que embasou ações da Polícia Federal do Brasil. O episódio levantou suspeitas de uma estrutura organizada de vazamento de dados.
Os documentos compartilhados antecipadamente continham detalhes de investigações sobre crimes financeiros e operações envolvendo o Banco Master. Um deles foi determinante para a prisão do executivo.
A proximidade entre o alerta do Banco Central e o vazamento reforçou a suspeita de acesso indevido a sistemas sensíveis, inclusive de órgãos internacionais como FBI e Interpol.
Segundo a Polícia Federal, o “Sicário” atuava como operador responsável por obter e repassar informações confidenciais. Ele também monitorava adversários e tentava conter crises envolvendo o grupo. Entre as funções atribuídas a ele, destacam-se:
Acesso a dados sigilosos de órgãos públicos e investigações
Monitoramento de pessoas e instituições consideradas adversárias
Atuação para conter danos, incluindo remoção de conteúdos na internet
Envio direto de documentos confidenciais ao executivo
As investigações indicam que buscas nos documentos incluíam termos como “Banco Master”, “Vorcaro” e Nelson Tanure, apontado como possível sócio oculto da instituição.
Além disso, Vorcaro mantinha contato com ex-dirigentes do BC, afastados por decisão do ministro André Mendonça. O caso levanta dúvidas sobre a segurança de dados e a integridade institucional no país.




