Uma ação integrada entre o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) resultou, na manhã desta terça-feira (29/4), na deflagração da Operação Pronta Resposta, em Florianópolis. A ofensiva apura disparos de arma de fogo contra guarnições da Polícia Militar ocorridos no fim de fevereiro.
A operação decorre de Procedimento de Investigação Criminal (PIC) instaurado pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação estadual no combate ao crime organizado, a partir de Relatório Técnico de Ordem Pública (RTOP) elaborado pelo 4º Batalhão de Polícia Militar (4º BPM).
Os fatos investigados ocorreram no dia 27 de fevereiro de 2026, na região da Rua Silva Jardim, nas proximidades do Hotel Veleiros da Ilha, no centro da Capital. Na ocasião, após confronto com policiais militares, um homem com antecedentes criminais morreu. Durante o isolamento da área, enquanto se aguardava a chegada dos órgãos competentes, guarnições foram alvo de disparos feitos do alto do Morro do Mocotó, atingindo uma área com circulação intensa de pessoas.
A partir da análise do material reunido na investigação, o Ministério Público representou ao Poder Judiciário, que autorizou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e cumpridos no Morro do Mocotó.
Resultado da operação
Durante a Operação Pronta Resposta, foram registrados:
- quatro mandados de busca e apreensão cumpridos;
- uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação;
- apreensão de uma arma de fogo com registro de furto, um carregador e 12 munições;
- apreensão de 32 comprimidos de ecstasy.
A operação segue em andamento. A atuação conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Militar busca identificar e responsabilizar os envolvidos em ataques contra agentes de segurança pública.
39ª Promotoria de Justiça da Capital
A 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que já atuava no combate às organizações criminosas na Grande Florianópolis, tem, desde 1º de julho de 2025, abrangência estadual, assumindo a investigação e o processamento de crimes ligados a facções criminosas em todo o território catarinense, conforme o Ato n. 769/2025/PGJ.



