Família de bebê que sofreu queimadura de 2º grau em creche de SC entra com ação na Justiça

Política

A família do pequeno Breno, bebê que queimou as mãos em creche de São Francisco do Sul, no Norte catarinense, ainda aguarda o avanço das investigações e realização da perícia para entender o que aconteceu. Além do inquérito policial, um processo civil também foi movido.

O bebê teria queimado as mãos ao encostar em uma parede de uma sala modular, que utiliza placas feitas de EPS (poliestireno expandido ou “isopor”). O caso ocorreu em março deste ano.

Conforme explicou a advogada da família, Brunna Capraro, o processo busca responsabilização. “A gente enfatizou que a responsabilidade do município, prevista em lei, é objetiva, independe de dolo ou culpa que for apurada no inquérito”, explicou.

Ela explica que o processo pede por “danos estéticos e morais”. “Breno teve a queimadura nas duas mãos de segundo grau, a família fez o tratamento certinho e ele se recuperou. Mas, é importante também conscientizar as famílias de que é possível buscar seus direitos”, disse Brunna, assessora jurídica do escritório Fissmer e Lopes Advogados Associados.

Ao ND Mais, a advogada garantiu que a perícia no local ainda não foi realizada. A Prefeitura de São Francisco do Sul informou que aguarda informações sobre as investigações. Além disso, na época do ocorrido, ressaltou que o caso foi acompanhado pela gestão municipal, por meio da Secretaria de Educação.

Com relação ao processo judicial, a prefeitura disse que só se manifesta nos autos, mas ressalta que ainda não foi notificada. A ação segue em segredo de justiça por se tratar de um menor de idade.

Bebê que sofreu queimadura em creche de SC: relembre o caso

O pequeno Breno, de apenas 1 ano e 3 meses sofreu queimaduras de segundo grau nas duas mãos dentro de um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) em São Francisco do Sul.

O caso ocorreu no dia 2 de março e está sendo investigado pela Polícia Civil de Santa Catarina, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

Assim que a situação foi identificada, a família foi comunicada imediatamente e a menina foi levada para atendimento na UPA 24 Horas, depois seguiu com tratamentos em casa e no Hospital Infantil de Joinville.

As equipes da Secretaria de Educação estiveram no local na época do ocorrido para iniciar a apuração do que pode ter provocado as queimaduras.

A empresa responsável pela instalação das estruturas modulares também foi acionada e será formalmente notificada. As investigações seguem. (ND+)

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