Área nobre: Prefeito lamenta que Joaçaba não tenha conseguido executar projeto no prazo

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Um dos terrenos mais valorizados e estratégicos de Joaçaba, localizado na rua Tiradentes, em frente à Câmara de Vereadores, não pertence mais ao município. A confirmação foi feita pelo prefeito Wilson Sartori em entrevista ao departamento de jornalismo da Rádio Catarinense, ao detalhar a situação da área que havia sido cedida pelo Governo do Estado para a construção da nova prefeitura.

Segundo Sartori, o terreno era originalmente do Estado de Santa Catarina e foi cedido ao município durante uma gestão anterior, com um objetivo específico: a construção do novo centro administrativo de Joaçaba. No entanto, como as obras não foram iniciadas dentro do prazo estabelecido, a área retornou automaticamente ao patrimônio estadual.

“Ele veio com o objeto que era para a construção da nova prefeitura. Tinha um prazo mínimo para iniciar as obras. Como isso não aconteceu, o terreno voltou para o Estado”, explicou o prefeito.

A área voltou a ser tema de debate após questionamentos levantados na Câmara de Vereadores. O espaço, que por anos foi visto como estratégico para projetos estruturantes do município, hoje depende exclusivamente de decisões e autorizações do Governo do Estado para qualquer utilização futura.

Durante a entrevista, Sartori reconheceu que o município perdeu uma oportunidade importante ao não conseguir executar o projeto dentro do prazo previsto.
“Considero uma perda, com certeza. Mas era necessário muito recurso na época. Depois veio a pandemia e os recursos dos municípios diminuíram muito”, afirmou.

O prefeito relembrou que a proposta inicial previa a transferência da administração municipal para o local, mas a falta de recursos inviabilizou o início da obra. Ele citou ainda que, durante e após a pandemia, muitos municípios enfrentaram queda de arrecadação e passaram a depender de aportes dos governos estadual e federal para manter serviços e investimentos.

O assunto foi levantado nesta semana pelo vereador Ricardo Menezes em pronunciamento no legislativo.
(Marcelo Santos/Rádio Catarinense)

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