Prefeito, vice e ex-prefeito serão ouvidos pela CPI na segunda-feira (11) em Joaçaba

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada na Câmara de Vereadores de Joaçaba terá uma nova etapa na próxima segunda-feira (11), com os depoimentos do prefeito Vilson Sartori, do vice-prefeito Jorge Dresch e do ex-prefeito Dioclésio Ragnini.

As oitivas fazem parte das investigações sobre supostos desvios de recursos públicos da Prefeitura de Joaçaba. Conforme apurado até o momento pela CPI, os valores teriam sido transferidos de contas da prefeitura para a conta pessoal do então tesoureiro, já exonerado. Segundo os vereadores, as movimentações ocorreram em instituições financeiras onde o município recebia repasses de impostos, como o ICMS.

A comissão é formada pelos vereadores Diego Bairros, presidente da CPI, Jean Calza, relator, e Ricardo Menezes, membro.

Na última reunião, os parlamentares ouviram representantes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Os depoimentos abordaram procedimentos relacionados à criação de senhas, assinaturas eletrônicas e acessos às contas públicas.

De acordo com os integrantes da CPI, há indícios de que o ex-tesoureiro utilizava senhas próprias e de terceiros para realizar as transferências, que exigiam duas assinaturas diferentes para autorização. A comissão tenta esclarecer como ele teria obtido acesso às demais credenciais.

Valores 

A CPI da Câmara de Joaçaba identificou que os desvios de recursos públicos na prefeitura podem ultrapassar R$ 4 milhões. Segundo o relator Jean Calza (MDB), foram registradas 822 transferências suspeitas entre 2017 e 2025, realizadas de contas oficiais do município para contas pessoais do então tesoureiro.

As investigações apontam aumento gradual dos valores desviados, passando de cerca de R$ 40 mil em 2017 para aproximadamente R$ 1 milhão em 2024. Os recursos saíam de contas abastecidas por repasses estaduais e federais, como o ICMS, e a fragilidade nos controles internos teria facilitado as irregularidades.

A CPI também ouviu representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que relataram o uso de múltiplas senhas pelo tesoureiro, inclusive vinculadas a prefeitos e secretários. A comissão solicitou novos documentos ao Tribunal de Contas, Ministério Público, Polícia Civil e Prefeitura de Joaçaba para rastrear o destino dos valores desviados.

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