Professores da rede municipal de Joaçaba realizam protesto cobrando o Piso Salarial

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Joaçaba – Dezenas de professores da rede municipal de Joaçaba realizaram um protesto na manhã deste sábado (09) no centro da cidade em reivindicação à atualização do piso salarial da categoria e à valorização do magistério. A concentração ocorreu na praça Adolfo Konder, defronte à prefeitura, e percorreu alguns cruzamentos de maior movimentação. A mobilização ocorreu após semanas de insatisfação envolvendo a negativa da administração municipal em conceder reajuste salarial aos docentes neste ano e recebeu apoio de populares e motoristas que passavam pelo local.

A manifestação é reflexo do impasse iniciado após a Secretaria Municipal de Educação informar, por meio do Ofício nº 037/2026/SME, que não há previsão orçamentária na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 para a concessão de aumento salarial. No documento, a pasta argumenta que o município aguarda a conclusão da revisão do Plano de Cargos e Salários e do Estatuto do Servidor, trabalhos conduzidos pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (FEPESE), com previsão de conclusão até outubro deste ano.

Silvana Rosa, técnica de Administração da Prefeitura de Joaçaba, revela que os técnicos do município também preiteiam a reestruturação do Plano de Cargos e Salários do funcionalismo:

A categoria, no entanto, contesta o posicionamento do Executivo e afirma que os salários pagos atualmente estão abaixo do piso nacional do magistério. Conforme os professores, o vencimento base da rede municipal é de R$ 3.606,83, com complementação para alcançar R$ 3.845,63 — valor ainda distante do piso nacional vigente em 2026, fixado em R$ 5.130,63.

A presidente da Câmara de Vereadores, Jaqueline De Marco, participou da mobilização. Ela afirma que o Legislativo é solidário ao pleito do magistério municipal e diz que a categoria merece ser valorizada:

Segundo os docentes, a defasagem salarial já ultrapassa 33% e tem provocado reflexos diretos na qualidade da educação municipal. Entre os principais problemas apontados estão a dificuldade de contratação e permanência de profissionais, especialmente na Educação Especial, além do aumento no número de exonerações de professores efetivos que buscam melhores condições salariais em municípios vizinhos e na rede estadual.

A mobilização deste sábado também reforça cobranças já apresentadas anteriormente ao Legislativo municipal. Em reunião realizada com vereadores, os professores solicitaram apoio para viabilizar a recomposição salarial e a atualização do Plano de Cargos e Salários, defendendo que o reajuste anual do piso nacional passe a ser incorporado automaticamente à carreira.

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Outro ponto levantado pela categoria refere-se aos investimentos realizados pelo município em materiais didáticos, assessorias e capacitações, enquanto, segundo os profissionais, não há avanço na valorização salarial dos servidores da educação.

Durante o protesto, os manifestantes defenderam a abertura de diálogo com o Poder Executivo e cobraram medidas concretas para garantir o cumprimento do piso nacional do magistério. A categoria também não descarta novos atos e possíveis encaminhamentos administrativos e jurídicos caso não haja avanço nas negociações.

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