TJSC mantém liberdade de servidor investigado sobre supostos desvios em Joaçaba

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O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) decidiu manter em liberdade o servidor público investigado na operação “Não se Mexe”, que apura possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos da Prefeitura de Joaçaba. A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores durante julgamento realizado nesta terça-feira. O servidor, de acordo com o que já foi apurado pela CPI da Câmara de Vereadores, teria desviado mais de R$ 4 milhões.

O recurso analisado pelo tribunal havia sido apresentado pelo Ministério Público, que buscava reverter a decisão anterior do Juízo de Garantias, responsável por negar o pedido de prisão preventiva do investigado.

A investigação teve início após apontamentos feitos pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), relacionados a supostas inconsistências na movimentação de valores da conta municipal utilizada para o recebimento da cota-parte do ICMS.

Conforme as apurações, teriam ocorrido transferências consideradas irregulares para uma conta particular. Ainda segundo a investigação, os valores teriam sido posteriormente recompostos por meio de movimentações envolvendo outras contas do município.

Durante a deflagração da operação, a Justiça autorizou medidas cautelares como busca e apreensão, bloqueio de bens e monitoramento eletrônico. No entanto, o entendimento foi de que não existiam elementos concretos suficientes para justificar a prisão preventiva.

Ao analisar o recurso do Ministério Público, o TJSC decidiu manter o posicionamento adotado em primeira instância, avaliando que as medidas cautelares aplicadas atualmente são suficientes para garantir o andamento das investigações.

Em manifestação à imprensa, o advogado Darlan de Lima afirmou que a decisão reforça o entendimento apresentado pela defesa desde o início do caso.

Segundo ele, o investigado tem colaborado com as autoridades e vem cumprindo todas as determinações judiciais impostas até o momento. O advogado também destacou que a prisão preventiva deve ser utilizada apenas quando necessária para preservar o processo, e não como forma de antecipação de punição.

O caso segue em investigação e ainda não há decisão definitiva sobre as acusações apuradas pelas autoridades. (Marcelo Santos)

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